sábado, 12 de novembro de 2011

Jaguar XJ Supersport.

Jaguar XJ Supersport

Altas doses de luxo, desempenho e ousadia. Jaguar é sempre um assunto controverso entre os entusiastas. Ainda mais quando o modelo em questão é o XJ, ícone da marca. Isso porque a Jaguar nasceu como uma empresa inovadora, em 1922 (como SS Cars), mas o sucesso e o apego à tradição transformaram-na em conservadora. E o XJ se tornou a melhor tradução desse conflito. Lançado em 1968, o XJ ficou até hoje praticamente sem mudanças. A versão lançada em 2003, por exemplo, era um carro novo, do ponto de vista técnico, mas facilmente confundido com o modelo da primeira geração no estilo, nas dimensões e no comportamento. Somente em 2009, com a nova geração que chega agora ao Brasil como linha 2011, é que a Jaguar se permitiu ousar, até porque seu público tradicional não existia mais.


O novo XJ, que você vê aqui, é um carro que faz jus ao adjetivo "novo", sem abrir mão dos valores originais. Ele é o típico sedã grande de alto luxo, pronto para concorrer com BMW Série 7 e Mercedes Classe S, entre outros. E seus únicos pontos em comum com o antigo XJ são os faróis duplos e redondos e a grade dianteira, que remete ao XJ6 de 1968. De resto, o estilo pode não agradar a todos, mas é novo e inglês no conjunto, embora as linhas laterais lembrem as dos Audi e as lanternas traseiras tenham um quê de Citroën. Assim como alguns outros carros do segmento (o Série 7 é um exemplo), o tamanho da carroceria concorre para enfear o carro, que é mais bonito a distância - e nas fotos. Ao volante, felizmente, o XJ não passa a sensação de ser uma barca. Sua direção tem respostas rápidas, apesar de exigir certo esforço, e o motor V8 de 510 cv o faz parecer um kart, como se pode ver pelos números de pista.

A versão que vem para o Brasil é a topo de linha, Supersport. Ao entrar na cabine, seja no banco do motorista, seja no dos passageiros, a sensação é de estar dentro de um palácio árabe, de tão luxuoso o acabamento, com o uso de madeira, alumínio, couro e camurça. Há algum exagero de recortes e costuras no couro do console, em volta das saídas de ar. Mas não se pode negar que todos os materiais transpiram qualidade.

O XJ tem câmbio sequencial de seis marchas com trocas no volante, ar-condicionado com quatro ajustes independentes, sistema de som B&W, piloto automático inteligente (com controle de distância de segurança à frente), faróis de xenônio, lanternas com leds e teto solar. O diferencial tem controle eletrônico, a fim de distribuir a força para as rodas de acordo com a aderência. E a suspensão a ar conta com sistema que monitora a velocidade do carro, a posição do volante e o comportamento do chassi, para ajustar os amortecedores e conseguir o melhor compromisso entre conforto e esportividade.

Como dizia Willian Lyons, fundador da Jaguar, tradição é importante, mas evolução é necessária.
Fonte:  QuatroRodas/Paulo Campo Grande/Marco de Bari

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