domingo, 17 de junho de 2012

A Sports tem suspensões dianteira e traseira e acelerador com regulagens  (Fotos: Evolubike/Divulgação)

Equipadas com pedais e motor elétrico auxiliar, as bicicletas elétricas feitas em São Paulo oferecem alternativa de transporte individual em curtos deslocamentos. O transporte individual é um dos grandes desafios dos tempos modernos, seja nas grandes cidades ou nas de menor porte. Uma das alternativas que vai ganhando terreno é a das bicicletas elétricas. Veículos que conservam as características das bicicletas convencionais, como pedais e quadro tubular, mas que contam com reforço de um motor elétrico, alimentado por baterias recarregáveis, para ajudar nas subidas ou acelerar nas retas. A empresa paulista Evolubike, fundada em 2010 por três engenheiros brasileiros, desenvolveu e patenteou o desenho de seu modelo, batizado de Ekolev, e comercializado nas versões Nano, dobrável, e Sports, que vão ganhar a companhia de novas opções até o fim do ano.

Os componentes eletrônicos são importados da China, que já desenvolveu uma adiantada cultura no segmento, incentivada por uma legislação favorável. Elementos ainda não disponíveis no mercado nacional, como o motor embutido no cubo de roda, controlador (que gerencia a interação entre bateria e motor) e acelerador, foram ajustados para as especificações nacionais. No futuro, com o desenvolvimento do mercado, a tendência é de que esses componentes sejam produzidos no Brasil. Os quadros, entretanto, foram testados e desenvolvidos levando em conta as preferências e ergonomia do brasileiro médio.
FUNCIONAMENTO O principio é simples. Um conjunto de baterias de íon lítio, ou silicone, fornece energia para o motor, camuflado no cubo de roda, que gera impulsão. O segredo é o controlador do sistema. O piloto pode escolher entre dois modos distintos de condução: convencional, movido apenas com a força dos músculos, ou economizar no feijão por meio do Pedal Assistence System (PAS), que permite três regulagens do acelerador. Mais força para subidas acentuadas ou mais velocidade, o modo intermediário para ondulações suaves ou velocidades moderadas, e o modo que interfere minimamente no motor para atenuar a pedalada, em situações de descida suave.
As baterias, porém, funcionam com autonomia inversamente proporcional ao sistema adotado. As bicicletas Ekolev são capazes de vencer rampas de até 15 graus de inclinação somente com o motor, sem ajuda dos pedais. Acima dessa inclinação, o feijão tem que trabalhar para ajudar. A autonomia média das baterias, dependendo da topografia, peso do condutor e velocidade empregada, é de 40 quilômetros. Já a velocidade máxima, no plano, é de 25km/h. O tempo de recarga pode variar entre duas e seis horas para baterias de íon lítio e de quatro a oito horas para baterias de silicone. Ambas em qualquer tomada de 110 ou 220 volts. No painel existe um indicador do nível de carga das baterias para controle do piloto.


A versão Nano pode ser dobrada manualmente para ser guardada ou transportada
A versão Nano pode ser dobrada manualmente para ser guardada ou transportada
DOBRÁVEL O custo do quilômetro rodado é um dos incentivos, calculado em apenas R$ 0,01. A bateria de íon lítio tem vida útil estimada em cerca de 900 ciclos de recarga, enquanto a de silicone em 300 ciclos. O peso do sistema acrescenta cerca de 4,5kg ao da bicicleta convencional. A versão Nano é dobrável manualmente sem ajuda de ferramentas e vem como uma bolsa para armazenamento. O quadro é em alumínio e o peso total é de 15kg. Os aros são pequenos, com 12 polegadas de diâmetro. O motor tem potência de 180 watts, com baterias de íon lítio de 24 volts e seis amperes. O preço sugerido é de R$ 3.178,79.
A versão Sports tem aros de 26 polegadas e quadro em aço. O peso é de 28kg, com suspensão tanto na dianteira quanto na traseira, que também tem freio a disco. O motor tem 250 watts de potência, com baterias de 36volts e 10 amperes. O câmbio é Shimano e o acelerador tem o sistema PAS. O preço sugerido é de R$ 3.692,54. Recentemente, as bicicletas elétricas foram alvo de polêmica por serem fiscalizadas em blitz de trânsito. A Resolução 315 de 2009, do Contran, estabelece que as bicicletas elétricas, ou cicloelétricos, devem ter retrovisores, farol e buzina, e que a velocidade máxima não exceda 50km/h, equiparando-se aos ciclomotores. A regulamentação de sua condução no trânsito, porém, ficou a cargo dos municípios. Ou seja, até que exista uma padronização, mais polêmica à vista.

Fonte: Téo Mascarenhas - Estado de Minas

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