quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lifan deixa Grupo Effa e põe em dúvida futuro de fábrica no Brasil.

lifan 320 GMarca chinesa, que comercializa dois modelos no País, terá operação própria. Lifan 320, apelidado de "Mini Cópia", é o carro mais vendido da marca chinesa no Brasil. A marca chinesa Lifan, que no Brasil vende os modelos 320 e 620, vai deixar o Grupo Effa e passará a contar com operação própria no País.A informação, apurada pela reportagem do R7, foi confirmada pela empresa. Segundo a marca, a tendência é que os chineses passem a controlar a fábrica que o Grupo Effa tem no Uruguai, de onde vêm os dois modelos vendidos pela Lifan no Brasil.

Até hoje, o Grupo Effa, do empresário uruguaio Eduardo Effa, era responsável por trazer ao País os carros da Lifan. A empresa também importa veículos de outras marcas chinesas e os vende aqui sob a bandeira Effa, além de comercializar os utilitários e vans da Hafei.
Com o fim da joint-venture, fica em risco o futuro da fábrica que as empresas haviam anunciado no Brasil em janeiro deste ano, ainda no "calor" pós-elevação do IPI para veículos importados.
Na ocasião, Lifan e Grupo Effa anunciaram investimentos de R$ 213 milhões até 2014 para ampliar a fábrica no Uruguai e construir uma nova planta no Brasil.
O processo de transição no comando da empresa, que já teve início, deve ser concluído "nos próximos meses", segundo informou um porta-voz da Lifan. Agora, o Grupo Effa espera uma indenização dos chineses para entregar a fábrica no Uruguai e a operação no Brasil.
Falta de produto
As incertezas, no entanto, já causam problemas para a Lifan no País. Segundo fontes do mercado, a produção dos modelos 320 e 620 chegou a ser interrompida no Uruguai. Ao R7, a empresa disse apenas que sofre com "atrasos logísticos" na chegada de carros ao Brasil. Em duas concessionárias consultadas pela reportagem, não havia mais modelos novos à venda. Em outras quatro, os vendedores informaram haver estoque.
Além disso, a chegada do SUV X60, prevista para agosto, foi adiada por tempo ainda indeterminado. Segundo a Lifan, o mais provável é que o carro, que já passa por processo de homologação, venha apenas no início do próximo ano.
O fim da parceria também significa que a Lifan não estará presente no Salão do Automóvel de São Paulo (24 de outubro a 4 de novembro), onde o Grupo Effa já comprou um espaço. A informação foi confirmada pela empresa.
Nos primeiros cinco meses deste ano, a Lifan vendeu 856 carros no País, mantendo participação de 1,43% no mercado de importados. O modelo mais vendido da marca, o compacto 320 (apelidado de "Mini Cópia", por sua semelhança com o Mini Cooper), pode ser encontrado nas lojas por R$ 28,9 mil.
Fonte: Lucas Bessel e Rodrigo Ribeiro/R7

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