sábado, 22 de setembro de 2012

Primeiras impressões: Smart Turbo Coupé 2013.


Smart 2013 (Foto: Raul Zito/ G1)

Com poucas mudanças visuais, linha mantém os preços.
Modelo confirma a vocação de funcional, mas merecia melhoria no câmbio. Muito já foi dito sobre a sensação de andar nesses "carrinhos". O Smart ForTwo chegou há 3 anos ao Brasil e até hoje dificilmente passa despercebido. Além de São Paulo, o subcompacto é vendido nas demais capitais do Sudeste, nas do Sul e, mais recentemente, em Fortaleza.(VEJA MAIS)

PREÇOS DO SMART 2013  
ForTwo MDH Coupé (71 cv) R$ 52.500
ForTwo Turbo Coupé (84 cv, teto solar) R$ 68.500
ForTwo Turbo Cabrio (84 cv, conversível, com apota preta) R$ 72.500
ForTwo Turbo Cabrio Tritop 84 cv, conversível, com capota vermelha ou azul) R$ 72.90
A Mercedes-Benz, que fabrica o carro, quer colocar ainda mais unidades circulando pelo país, estimando que, até agora, mais de 4 mil já tenham sido emplacadas. Para isso, mudará a estratégia, deixando de lado as revendas exclusivas Smart e aproveitando um espaço dentro de lojas de Mercedes, o que aumentará de 8 para 13 o número de pontos de revenda até 2013.
Neles a marca exibirá a recém-lançada linha 2013, que o G1 experimentou nas últimas semanas. Ela mudou pouco em relação à anterior: basicamente há pequenas alterações estéticas, como no desenho da grade e das saias laterais, e a adoção de luzes diurnas na frente (nas versões Turbo).
A boa notícia para quem "namora" um ForTwo é que os preços foram mantidos. A má é que eles começam em R$ 52.500 (preço da versão MHD, com motor de 71 cavalos de potência). Com esse valor é possível adquirir carros maiores, com porta-malas maior, câmbio automático, etc.
No quesito custo, contra seus concorrentes diretos (veja abaixo), o Smart fica no meio: o Fiat 500 se beneficia de ser trazido do México, país que mantém acordo comercial com o Brasil e é isento de taxa de importação e do aumento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A questão é que quem compra (ou sonha com) um Smart ou um Mini Cooper ou um Fiat 500 está bem menos preocupado com o espaço para as malas ou em carregar a família toda. Esses modelos se encaixam como luva para o tipo mais frequentemente visto dentro dos carros nas grandes cidades: o motorista que anda só. O condutor do Smart, segundo a Mercedes, é tipicamente um jovem de classe A ligado em artes e comunicação (provavelmente um publicitário, exemplifica a montadora), alguém moderno, "descolado". Assim, quase toda a campanha de divulgação é voltada para a internet, com direito a game.
Só se fala de espaçoO slogan da linha 2013 é "mais espaço no mundo" - curiosamente, espaço é um dos assuntos que mais vêm à tona quando alguém vê ou entra no Smart. A "sacada" da propaganda é que, num carro pequeno, sobra mais espaço para... outras coisas fora dele.
Smart 2013 (Foto: Raul Zito/ G1)Motorista de 1,85 m também testou o espaço do carro (Foto: Raul Zito/ G1)
Na vida real, o espaço do ForTwo é questão de ame-o ou deixe-o. Seu maior trunfo é caber em praticamente qualquer lugar, mas esqueça aquele papo usado por outras marcas de "pequeno por fora, grande por dentro".
No entanto, continua sendo comum escutar do carona: "De fora parece bem apertado, mas aqui dentro é normal...". Isso é porque a Mercedes se virou para resolver a questão do espaço interno, considerando a proposta de um carro de fato muito pequeno. E acertou.
Smart 2013 (Foto: Luciana de Oliveira/G1)Smart na garagem: carro curto deixa espaço para
ninguém precisar se espremer entre ele e a
pilastra (Foto: Luciana de Oliveira/G1)
Vaguinha ingrata da garagem
A versão testada foi a Turbo Coupé, de R$ 68.500, mas o espaço interno é o mesmo para todas.
Para o motorista solitário, não há incômodo: os braços têm espaço lateral como nos outros carros, a acomodação das pernas é boa, o banco "abraça". O teto solar, que vem nessa versão, ajuda a dar uma sensação de amplitude.
Quando entra o carona, não há grandes problemas se ele não for nenhum "gigante" para os 1,56 m de largura. Em geral, os cotovelos não duelam (diz a Mercedes que é porque o banco do motorista é posicionado 15 cm à frente do outro). O repórter do G1 Rafael Miotto, com 1,85 m de altura, experimentou a cabine e se disse confortável, mesmo com um carona ao lado.
O bônus é que o Smart, com seus 2,69 m de comprimento e direção elétrica, além de entrar na vaguinha ingrata do prédio com uma só manobra e com sobra para o ocupante sair do carro sem se espremer, permite ganhar tempo no trânsito passando naquele espaço apertado que o carro do lado deixou porque o motorista não conseguiu decidir em que faixa ia rodar...
Acabamento é simples; na porta, rede faz as
vezes de porta-objetos (Foto: Raul Zito/ G1)
Smart 2013 (Foto: Raul Zito/ G1)Interior simplesBem equipada, a versão 2013 do Turbo Coupé ganhou novo sistema multimídia, com tela touch-screen e funções de GPS, DVD/CD (com bandeja retrátil) e entradas auxiliares. O acabamento (em vermelho na versão testada), com tecido que reveste o painel, é bonito, mas simples: nas portas, por exemplo, uma rede serve de porta-objetos.
Bolsa, mochila ou até duas malas pequenas podem ser bem acomodadas no porta-malas (sim, existe um e a Smart diz que ele leva até 220 litros, quando cheio até a altura do encosto dos bancos).
Se precisar de mais espaço, o banco do carona é rebatível. O motor traseiro esquenta um pouco os objetos que ficam ali, mas nada demais. A abertura do porta-malas (dividida em duas partes, sendo uma delas o vidro traseiro) é elétrica. Mas fechar a tampa superior (vidro), pelo menos nas primeiras vezes, requer mais de uma tentativa para o encaixe correto. Assim como fechar as portas do carro.
Smart 2013 (Foto: Paula Ramón/G1)Linha 2013 ganhou novo sistema multimídia (Foto: Raul Zito/G1)


DesempenhoA economia de combustível é outro destaque do modelo. Segundo a marca, são 18 km/l na estrada e 16 km/l na cidade, em média. O tanque tem capacidade para 33 litros, mais 5 de reserva.
Na versão Turbo Coupé, o motor 1.0 turbo desenvolve 84 cavalos de potência a 5.250 rpm. Leve (770 kg), o carro é esperto nas ruas da cidade e não deixa a desejar na estrada. Mesmo numa cabine tão compacta, o som do motor traseiro não incomoda em velocidades moderadas. Com limitador eletrônico, o carro vai até 145 km/h.
Smart 2013 (Foto: Raul Zito/ G1)Motor 1.0 turbo de 84 cv é esperto, sobretudo na cidade (Foto: Raul Zito/ G1)
De série, ele conta com 4 airbags, freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (BAS) e controle eletrônico de estabilidade (ESP), que deixam o carro bem "grudado" na curvas. A estrutura da cabine é reforçada.
Mas, se o ForTwo responde no rendimento, na aparência, dificilmente impõe respeito no trânsito mais "nervoso". Veículos grandes, como ônibus, "gostam" de dar um "chega pra lá" no carrinho.
câmbio (Foto: Raul Zito/ G1)Câmbio automatizado não escapa dos 'trancos' nas trocas de marcha (Foto: Raul Zito/ G1)
Merecia maisAlém de merecer mais crédito dos vizinhos, o Smart também carece de melhoria no câmbio, que bem poderia ser automático, até mesmo pelo preço.
O automatizado de 5 velocidades dá conta na cidade, mas não escapa de alguns trancos e de "descer" quando o carro para em qualquer inclinação (considere que, como o menor da turma, os carros de trás não se preocupam muito em dar distância dele no farol).
Por falar em tranco, a suspensão mais dura é certamente o ponto que mais já rendeu críticas ao supercompacto -e um problema mais complicado de se resolver com as proporções do veículo. Passar em ruas mais esburacadas, não raras em São Paulo, pode dar aos ocupantes a sensação de estar em um "rali".
ConclusãoOs pontos negativos do Smart não superam as vantagens do compacto para quem basicamente usa o carro sozinho e na cidade. Fosse apenas pela proposta, seria uma questão de saber o que se quer. O preço, no entanto, ainda o posiciona como uma opção para bem poucos no Brasil.
Smart 2013 (Foto: Raul Zito/ G1)Smart 2013 (Foto: Raul Zito/ G1)
Fonte: Autoesporte

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