quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Teste: Fluence Sport é um Renault bem temperado.

Teste: Fluence Sport é um Renault bem temperadoRenault apimenta Fluence com motor turbo, mas aposta na discrição do conjunto. Depois de renovar boa parte de sua linha e adicionar um viés “aventureiro” aos seus modelos, com a versão Stepway do hatch Sandero e o utilitário-esportivo Duster, faltava à Renault uma dose de esportividade.
Após apresentar o Sandero GT Line, que investe em uma estética mais dinâmica, uma versão mais forte do Fluence será a próxima novidade da marca francesa. Ainda que a nova versão Sport não chegue aos pés da esportividade de um Mégane RS europeu, o novo motor turbinado dá ao sedã uma pitada de adrenalina que pode até “contaminar” os outros modelos da fabricante – cuja fama nas pistas é pouco difundida nos países abaixo da linha do Equador. O sedã esportivo é aguardado no próximo Salão do Automóvel de São Paulo, que abre as portas no fim de outubro – as vendas no Brasil devem começar logo em seguida.

A maior novidade do carro está mesmo sob o capô. O propulsor de 2.0 litros turbo usado pela Renault europeia na linha Mégane é o responsável por dar ânimo ao sedã. O conjunto gera 180 cv e 30,5 kgfm de torque disponíveis a apenas 2.250 rpm. O motor não tem qualquer parentesco com o 2.0 utlizado nas versões “civis” do modelo – que tem origem Nissan. O câmbio é sempre manual de seis marchas, que transmite a força para as rodas dianteiras. Segundo a marca, o Fluence turbo acelera de zero a 100 km/h em 8,1 segundos e atinge os 220 km/h de velocidade máxima.

Por fora, é difícil encontrar diferenças entre o Sport e qualquer outra versão do sedã. Na prática, apenas as rodas de 17 polegadas – mesmo tamanho que as da topo Privilège – com desenho exclusivo identificam que se trata da versão esportiva. As linhas elegantes foram mantidas e sequer um spoiler ou saia lateral foi adicionado – que certamente não combinariam com o porte executivo do modelo. Ao menos, concorrentes diretos como o Peugeot 408 THP e o Volkswagen Jetta TSI também são discretos quanto ao poderio extra sob o capô.

O interior tampouco muda essa impressão. A Renault até fez algumas alterações, como o couro preto que reveste boa parte da cabine, costuras e outros elementos vermelhos, assim como o volante com base achatada. Mas a sensação se mantém mais para sofisticação e conforto do que para esportividade. Uma decoração especial, ou mesmo detalhes em preto brilhante, por exemplo, seriam suficientes para realçar o status do painel. Pelo menos, a versão Sport vem bem recheada de equipamentos, com uma lista comparável à da topo Privilège. Itens como ar-condicionado automático, airbags frontais, laterais e de cortina e navegador por GPS são de série. O modelo custa na Argentina o equivalente a R$ 71.300, pouco menos que os R$ 71.600 que a Renault brasileira pede pelo Privilège com câmbio automático CVT.

Primeiras impressões
Sem fazer alarde
Buenos Aires/Argentina –
Originário de um projeto francês, o Fluence respeita algumas idiosincrasias da marca. Por isso, a posição de dirigir é um tanto peculiar, com pedais altos e próximos dos bancos, em conjunto com um volante algo inclinado e longe do motorista, mesmo quando exploradas as regulagens de altura e profundidade. Na versão Sport 2.0 Turbo, o quadro de instrumentos tem tons amarelos – a cor de competição da Renault –, indicando o limite de rotação do conta-giros e iluminando os ponteiros.

A ergonomia interna preserva as características das versões mais pacatas. A exemplo do estranho acionamento do controlador de velocidade de cruzeiro, com botões no volante, mas interruptor no console central. Além disso, o navegador por GPS requer um tempo de adaptação, particularmente para aprender a manusear o controle remoto do sistema.



Em movimento, o Fluence “pede” que a agulha do conta-giros esteja sempre ao redor da faixa de torque máximo – a 2.250 rpm. A partir daí, o 2.0 turbo entrega todo seu potencial de maneira surpreendentemente linear, com boa progressividade, sem a “explosão” típica de motores turbinados com pressão excessiva. Isso se traduz em um comportamento razoavelmente calmo, ainda que se trate de um sedã veloz. Há força suficiente para ultrapassagens rápidas e bom ritmo de cruzeiro.


O acerto de suspensão é semelhante ao das versões mais “mansas”. Ele consegue um bom compromisso entre conforto e estabilidade, com um eficiente trabalho para reduzir a rolagem da carroceria – mas sem eliminá-la. Em elevadas velocidades, a traseira flutua um pouco, mas nada que assuste o motorista. Na cidade, a direção leve facilita as manobras e o câmbio com engates leves e precisos ajudam bastante.


Ficha Técnica
Renault Fluence Sport 2.0 Turbo
Motor:
A gasolina, dianteiro, transversal, 1.998 cm³, quatro cilindros em linha, turbo, quatro válvulas por cilindro. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico.
Transmissão:
Câmbio manual com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima:
180 cv a 5.500 rpm.
Aceleração 0-100 km/h:
8,1 s.
Velocidade máxima:
220 km/h.
Torque máximo:
30,5 kgfm a 2.250 rpm.
Diâmetro e curso:
82,7 mm x 93,0 mm. Taxa de compressão: 12,5:1.
Suspensão:
Dianteira independente do tipo McPherson, com braço inferior triangular, barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos. Traseira por eixo rígido, molas helicoidais, barra estabilizadora integrada e amortecedores hidráulicos telescópicos. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus:
205/55 R17.
Freios:
Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD
Carroceria:
Sedã com quatro portas e cinco lugares. Com 4,62 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e do tipo cortina.
Peso:
1.326 kg.
Capacidade do porta-malas:
530 litros.
Tanque de combustível:
60 litros.
Produção:
Santa Isabel, Argentina.
Lançamento mundial:
2012.
Itens de série:
Ar-condicionado automático de duas zonas, vidros elétricos, travas elétricas, rádio/CD/MP3/USB/Bluetooth, banco do motorista com regulagens elétricas, computador de bordo, direção hidráulica, freios ABS, airbag frontais, laterais e de cabeça, faróis bi-xenon, sensores de estacionamento, crepuscular e de chuva, bancos em couro, rodas de 17 polegadas, teto solar elétrico.
Preço na Argentina:
164.300 pesos – ou R$ 71.300.

 Fonte: Hernando Calaza/AutoCosmos.com-Argentina/Auto Press

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