terça-feira, 20 de novembro de 2012

Salão da Motocicleta vai na garupa do marketing.

Salão da Motocicleta vai na garupa do marketingSalão da Motocicleta mostra que mesmo em queda, mercado brasileiro de motos ainda gera interesses. Apesar da retração do mercado de motocicletas, graças à restrição do crédito que estrangulou as vendas das motos menores e mais baratas, ainda há espaço suficiente no cenário brasileiro para eventos dirigidos ao segmento. (VEJA FOTOS DAS MOTOS)A terceira edição do Salão da Motocicleta, que se alterna em São Paulo com o Salão Duas Rodas, mostra isso. A feira, organizada pela Megacycle entre os dias 6 e 11 de novembro, reune fabricantes de motos, peças de reposição, concessionários e, se ainda não tem o mesmo brilho do Salão Duas Rodas, mostra iniciativas para manter aquecido o setor. Em um país cujas projeções para 2012 apontam o encerramento do ano com uma queda de 15% nas vendas de motos, todo esforço é válido.

No Salão, é visível a enxurrada de fabricantes e – particularmente – fornecedores de peças chineses, todos querendo um “lugar ao sol” no próspero mercado brasileiro. A novata X Motos mostrou sua XM 250 4V, uma off-road com uso voltado estritamente para o motocross e enduro. Além dela, quem fez uma interessante aparição foi a Lifan – até então conhecida apenas do mundo dos automóveis. O braço de motocicletas da fabricante chinesa está no Brasil para sondar o terreno e buscar entender o funcionamento do mercado brasileiro antes de iniciar suas operações. “Esperamos começar a trazer motos da China já em 2013, com algum know-how adquirido depois de muita análise”, explica Sean Gao, Gerente de Projetos da Lifan chinesa. No começo, deverão ser quatro modelos, com destaque para uma 150cc, a EM150. Junto a ela, uma cub de 110 cilindradas, um triciclo de serviço e a simpática Pony100, com visual retrô, mas parrudos pneus todo-terreno. Na China, a Lifan vende nada menos que 54 motocicletas diferentes, entre scooters, off-roaders, urbanas, cubs e triciclos.
Salão da Motocicleta vai na garupa do marketing
As marcas mais tradicionais no Brasil não ficaram de fora. Honda, Yamaha e Kawasaki apresentaram seus portfólios completos no Salão da Motocicleta. Ainda que sem nenhuma surpresa reservada para o evento. Já Suzuki, BMW e Dafra preferiram ficar de fora. Já outras estrangeiras instaladas por aqui apareceram, como a Traxx e a Shineray cravaram suas bandeiras no Centro de Exposições Imigrantes.

Ainda assim, fabricantes como a Harley-Davidson – mesmo que representada por sua concessionária paulistana Aba Motors – deram o tom de animação com o as perspectivas de negócios geradas pelo evento. A italiana Piaggio e seu tímido estande no pavilhão, também levou lançamentos recentes, como a diferente MP3 Yourban, a scooter de três rodas. Além dela, a chinesa LML, trazida pelo mesmo grupo responsável pela Piaggio e pela Vespa, o Global Scooters, apresentou uma versão “vintage” da Vespa PX dos anos 1980 e 1990, a Star. O modelo chinês da LML tem as mesmas especificações da pequena moto original, com motor junto à roda traseira e visual idêntico. A organização do evento espera que todos estes modelos sejam capazas de atrair 100 mil visitantes para o salão.
 
Principais destaques do Salão da Motocicleta 2012:
 
Harley-Davidson Dyna Switchback – Apresentada ao mundo em agosto desse ano, a Dyna é uma espécie de “crossover” da linha norte-americana. De uma Touring clássica, com direito a parabrisa e bolsões laterais, ela passa em segundos ao visual de uma custom envenenada com a retirada destes equipamentos.
 
 
Harley-Davidson Fat Boy Custom – Um dos modelos mais “bandidões” da marca, a Fat Boy foi base para uma extravagante customização feita pela empresa catarinense Easy Raiders Motors. O “banho de loja” incluiu detalhes como pedaleiras e até uma caveira em ouro.
 
 
Honda Biz 100 – A conhecida Biz volta a ter motor de 100 cilindradas no mercado brasileiro. O modelo entra no lugar da Biz 125 KS – que deixa de existir –, até então a mais simples da gama.
 
 
Honda NC700X – Atualmente uma das motos que mais descreve o termo “crossover” no segmento, a NC bebe na fonte das scooters maiores ao ter lugar para guardar um capacete à frente do piloto, possível graças ao rebaixamento do tanque de combustível. Foi lançada no mercado brasileiro há pouco mais de um mês.
 
 
Kawasaki Versys 1000 – O mais recente lançamento da Kawasaki, a Versys 1000 é uma aventureira “light”, com foco no conforto em estrada e bastante tecnologia embarcada.
 
 
LML Star – Cópia da clássica Vespa PX, o modelo chinês usa as mesmas especificações técnicas da moto original, tanto que chega ao Brasil importada pelo mesmo grupo responsável pela venda das Vespas italianas “de verdade”.
 
 
Piaggio MP3 Yourban – O curioso scooter de três rodas promete mais estabilidade e segurança graças às duas rodas dianteiras. A suspensão independente é um trunfo, mas o preço alto – R$ 37.900 para a versão de 300 cc – certamente faz dela um modelo de nicho.
 
 
 
XMotos XM250 4V – Novidade da marca chinesa, é uma off-road restrita ao uso em competição, com carenagem simples e até sem farol. Usa bateria de gel, também da XMotos, que promete ser menos agressiva ao meio ambiente.
 
 
Yamaha Fazer 250 Racing Blue – Edição comemorativa aos 50 anos de participação da Yamaha nos campeonatos de motovelocidade. Fazer, Factor e Crypton ganharam pintura com as cores de competição da marca, azul e branca. Mecanicamente, os conjuntos continuam iguais.
 
 
Yamaha XJ6 – A 600 da Yamaha passou por um leve face-lift para a linha 2013. Carenagem dianteira, farol, setas e alças de apoio foram redesenhados tanto na versão Naked quanto na carenada. Os preços partem de R$ 28.500 para a XJ6 N.
 
Fonte: MotorDream/Igor Macário/Auto Press

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