quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Teste: Renault Clio mostra sua outra face.

Teste: Renault Clio mostra sua outra faceApós badalado lançamento do Clio IV na Europa, marca francesa apresenta a nova versão brasileira do compacto. Dizem que o Brasil é a "bola da vez" e que a indústria automobilística começa a ver no país potencial para lançamento de modelos simultaneamente com outros mercados. (VEJA FOTOS)
Com o Clio, no entanto, isso não aconteceu. Enquanto a Renault lançou na Europa a quarta geração do hatch, a versão nacional ganhou apenas um facelift. Do europeu, somente a inspiração para a frente redesenhada. O item tecnológico de destaque é o computador de bordo, de série tanto nas duas variantes - Authentique, de duas ou quatro portas, e Expression, de quatro portas. O motor também foi revisto e o Hi-Flex, de 77 cv, dá lugar ao Hi-Power, que ganha 3 cv, entrega 10,5 kgfm de torque e é mais econômico que o antecessor, segundo o Inmetro.
Para quem tem na garagem um Clio da agora ultrapassada versão logo percebe as diferenças. Mas até mesmo aqueles menos familiarizados com o hatch conseguem notar facilmente os novos faróis, unidos por uma redesenhada grade frontal que ostenta o losango da marca em destaque. O grupo ótico traseiro também foi renovado e chama a atenção. As mudanças fazem parte da nova filosofia de design da Renault que vem padronizando todos os modelos da marca francesa lançados no Brasil e em outros mercados. Ainda esteticamente, uma leve mudança no perfil deixa a traseira do novo Clio menos "caída". A possibilidade de personalização interna e externa, com os kits "look" e "adesivos", conseguem dar um ar de modernidade ao compacto. Sem os "enfeites", o modelo parte de R$ 23.290.

Impressões ao dirigir
Jeitinho brasileiro

O costume com a "velha" versão faz com que a primeira impressão do novo Clio seja de sofisticação. Por mais que os materiais e o acabamento não impressionem, é impossível não notar o salto de qualidade que o facelift deu ao hatch. Os encaixes estão mais justos. O painel de instrumentos tem visual completamente renovado, não apenas pela introdução do computador de bordo, mas pelos novos conta-giros e velocímetro. O volante, embora tenha mantido o material, ganha mais estilo com o losango envolvido por um círculo, ambos cromados. Os assentos são revestidos por um tecido de melhor qualidade e o estofamento está mais confortável.
Ao preparar para a partida, a comparação segue inevitável. A vida do motorista ficou mais fácil dentro do novo Clio, principalmente se este tiver mais de 1,80 m de altura. Deslizando o banco até o limite, a área do condutor fica ligeiramente mais espaçosa. Com tantas novidades, o carro poderia ter ficado mais ergonômico se o volante oferecesse a possibilidade de ajustes. Apesar disso, a posição de dirigir não é ruim. Um dos piores problemas do interior do Clio passado foi corrigido, com a transferência dos comandos dos vidros para a porta. Antes vinham no console central, que ganhou um porta-copos e um porta-objetos. O botão de acionamento do pisca alerta continua em local desconfortável, perto da alavanca de câmbio.

O tempo e o trânsito do Rio de Janeiro não ajudaram muito. A chuva ininterrupta e o fluxo intenso na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas pareciam não querer dar trégua. Nos primeiros quilômetros do teste, pouco foi possível avaliar do novo motor Hi-Power. Porém, o engarrafamento ajudou a revelar outra evolução do carro em relação ao seu antecessor: a visibilidade. 
O vidro traseiro menos anguloso melhora significativamente a visão do motorista pelo retrovisor interno. Um pouco mais adiante, já sem retenções à frente, finalmente o Clio tem a chance de apresentar o novo propulsor. Não dá para dizer que os 80 cv fazem diferença, mas junto com os 10,5 kgfm de torque deixam o compacto levemente mais esperto. Ainda assim, é preciso reduzir até a terceira marcha para uma ultrapassagem segura. Apesar de a Renault ter tirado o ABS, a frenagem não deixa a desejar, mesmo com a pista molhada.
Como é comum ouvir de muitos brasileiros, o novo Clio também dá a sensação de que queria ser europeu. Mas o facelift renova o fôlego do hatch no popular segmento dos compactos de entrada, que corresponde a 20% do mercado nacional. Enquanto a quarta geração do modelo francês não chega ao Brasil, a segunda "se vira" como pode.
Ficha técnica
Renault Clio
Motor:
A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 999 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto seqüencial.
Transmissão:
Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle de tração.
Potência máxima:
80 cv e 77 cv a 5.750 rpm com etanol e gasolina.
Aceleração 0 a 100 km/h:
13,7 e 14,3 segundos com etanol e gasolina.
Velocidade máxima:
168 e 167 km/h com etanol e gasolina.
Torque máximo:
10,5 e 10,1 kgfm a 4.250 rpm com etanol e gasolina.
Diâmetro e curso:
69,0 mm X 66,8 mm. Taxa de compressão: 12,0:1.
Suspensão:
Dianteira independente do tipo McPherson com triângulos inferiores, amortecedores hidraulicos telescópicos com molas helicoidais e barra estabilizadora. Traseira com rodas semi-independentes, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos verticais e barra estabilizadora. Não oferece controle de estabilidade.
Freios:
Discos ventilados na dianteira e tambor na traseira. Não oferece ABS.
Pneus:
175/70 R13.
Carroceria:
Hatch em monobloco com quatro portas e quatro lugares. Com 3,81 metros de comprimento, 1,63 metro de largura, 1,41 metro de altura e 2,47 metros de entre-eixos. Não oferece airbags nem como opcional. .
Peso:
912 kg.
Capacidade do porta-malas:
255 litros.
Tanque de combustível:
50 litros.
Produção:
Santa Isabel, Argentina.
Lançamento da atual geração:
1999.
Itens de série:
Versão Authentique:
Quatro apoios de cabeça, banco traseiro rebatível, computador de bordo, hodômetro total e parcial, pré-disposição para rádio, calotas, conta-giros, alarme sonoro de luzes acesas, relógio digital, tomada 12V, travas nas portas traseiras.
Preço:
R$ 23.290 (R$ 24.290 com quatro portas).
Versão Expression:
Adiciona ar-quente, acabamento cromado no interior, vidro traseiro com desembaçador e limpador e revestimento diferente dos bancos.
Preço:
R$ 24.950.
Opcionais:
Ar-condicionado e direção hidráulica.

 Fonte: Michael Figueredo/MotorDream

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