quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

C3 Exclusive: pacote completo, embalagem compacta


 O que pensam as mulheres sobre o pequeno Citroën? Uma ex-dona do modelo anterior conta suas impressões. Há carros que são especialmente bem aceitos pelas mulheres e, apesar de ter adotado um estilo mais “unissex” nesta segunda geração, o Citroën C3 não esconde que tem no público feminino um alvo importante. Para avaliar se o novo modelo está à altura do que as fãs do C3 anterior esperam, o Best Cars passou na última semana o Exclusive de Um Mês ao Volante à administradora de empresas Giuliana Pucci de Souza.(VEJA MAIS)

Giuliana não tem mais o C3 Exclusive de 1,4 litro, trocado há algum tempo por outro Citroën, um C4 GLX hatch de 1,6 litro — o que indica sua satisfação com a marca e lhe acrescenta experiência na avaliação do novo carro. Ela começa o depoimento indicando o que mais lhe agradou: o estilo. “Moderno e inovador, por causa do amplo para-brisa e das luzes de led, é um carro que chama a atenção de qualquer um. Eu o definiria como um carro muito charmoso. Acredito que o público feminino se identificará ainda mais com ele”, ela opina.
Sobre o interior, a motorista destaca o acabamento: “Sempre vi como um grande diferencial da marca francesa. É bem feito e rico em detalhes. As maçanetas são cromadas, há riqueza no material utilizado. O painel é muito bonito, o desenho chama atenção. Os comandos no eixo do volante são excelentes. Ele tem apoios de braços, ar-condicionado digital, acendimento automático de faróis. Nas duas vezes em que comprei um Citroën, foi principalmente por causa do conforto”.

 
Ar-condicionado automático, apoios de braços na frente e comandos para as
trocas de marcha junto ao volante foram itens elogiados pela colaboradora

Ela confessa, porém, que alguns aspectos do modelo antigo convenciam mais. “Eu me sentia mais alta ao volante, o que me passava uma sensação de maior segurança. O novo C3 parece um pouco mais ‘esportivo’. O tamanho do porta-luvas é bom, mas na minha opinião há poucos ‘porta-trecos’”, explica Giuliana. Quanto ao espaço interno, ela considera que o do passageiro da frente ficou maior, com a boa solução do painel mais distante; já no banco traseiro o volume útil ainda é pequeno, assim como no antigo. “É aceitável que o espaço de bagagem seja limitado, mas o banco rebatível resolve o problema”, acrescenta.
Tendo dirigido o C3 por dezenas de quilômetros em cidade e rodovia, a colaboradora considera muito bom o desempenho, com a ressalva de que os ganhos de velocidade demoram acima de 100 km/h. Também aprovada foi a caixa de câmbio automática, que na nova geração passa a ser a mesma AT8 dos Peugeots 308 e 408: “Achei excelente; não dá trancos ao trocar de marcha. E adorei a opção de fazer as mudanças no volante. Deixa o carro mais esportivo, o que me agrada bastante”.

“O acabamento é um grande diferencial da marca francesa, bem feito e rico em detalhes; nas duas vezes em que comprei um Citroën, foi principalmente por causa do conforto”, conta a motorista

Em que pese o elogio à estabilidade — “carro muito estável, que transmite segurança” —, Giuliana reprova a suspensão por outro aspecto. “Parece que vai ‘desmontar’ quando passa em buracos. Você sente o impacto em qualquer estrada esburacada ou com obstáculo, como trilhos de trem. Para mim é o maior problema da Citroën, e que continua no novo C3″, ela conta, decepcionada. Outro ponto negativo é o consumo: “Não é muito econômico e ainda possui um tanque de combustível pequeno”.
Como conclusão, a colaboradora relembra seu período de proprietária de dois modelos da fábrica francesa: “Apesar da manutenção cara, do pouco tempo de garantia e da suspensão ruidosa, é uma marca de que gosto muito. Acho os carros bonitos, agradáveis de dirigir e de estar dentro deles; me identifico com seu estilo e com o conforto, segurança e estabilidade que sinto ao conduzi-los”.

 
As limitações de espaço e porta-malas não incomodam Giuliana, mas o preço comparável
ao de carros maiores, sim: por valor pouco superior ela optou por um utilitário esporte 

Giuliana compraria um carro como o avaliado? Ela pondera: “Atualmente, não, porque posso comprar carros maiores pelo mesmo valor. Acabo de trocar meu C4, porque queria um modelo com câmbio automático, e cheguei a pensar no novo C3, mas escolhi um utilitário esporte, que é mais o meu estilo, com motor 2.0 por R$ 5 mil a mais. No entanto, se estivesse procurando um carro pequeno, para andar dentro da cidade, e com todos os equipamentos que ele apresenta, acredito que compraria o Citroën. Para mim, dessa categoria, é o que apresenta maior conforto”.

Consumo: os trajetos-padrão

Além do uso pela colaboradora, o C3 passou na última semana por mais uma viagem de Pindamonhangaba a Campinas (ambas no interior paulista), desta vez para cobrir o lançamento do novo Volkswagen Fusca. O uso tranquilo pelas rodovias Carvalho Pinto e Dom Pedro I — nas quais o controlador de velocidade foi ajustado para 120 e 110 km/h, na ordem —, mas com recurso intenso ao ar-condicionado e algum trânsito na chegada a Campinas, resultou em consumo similar ao da viagem anterior: 8,8 km/l de álcool ao fim de 446 quilômetros, marca razoável. Outro período de uso apenas em cidade, em condições menos favoráveis, levou à média de 5,6 km/l, a pior até agora.
O pequeno Citroën passou também pelas medições de consumo em trajetos-padrão, urbano e rodoviário, que passam a integrar a avaliação de Um Mês ao Volante. O percurso em cidade consiste de 17,8 km realizados à noite, com ar-condicionado desligado, por ruas e avenidas com velocidade-limite entre 40 e 60 km/h, algumas paradas e muitas lombadas, mas quase sem trânsito, a fim de obter menor variação entre testes. A marca obtida, 8,2 km/l, parece adequada para as condições leves — não estranhe sua proximidade para as registradas em viagens, já que nos trechos em velocidade constante o motor precisa de bem menos potência para manter 60 que 120 km/h.


O motor VTi 120, evoluído a partir do que equipava o antigo C3, não tem levado
o mostrador do computador de bordo a apresentar marcas de consumo atraentes 

Já o trajeto rodoviário, de 36,1 km, é feito na velocidade máxima permitida, de 120 km/h em sua maior parte (mantida com o controlador de velocidade quando disponível, como neste caso) e 80 ou 100 km/h em alguns trechos, sempre com ar-condicionado ligado; inclui subidas e descidas com certa frequência. Ali o C3 marcou 8,4 km/l, ainda com álcool. Nos dois percursos, a média de velocidade será sempre controlada (via computador de bordo) entre os testes de diferentes modelos ou do mesmo carro com distintos combustíveis, para evitar distorções. Em caso de diferença acentuada, causada por fatores externos, o teste será refeito.
Depois de 20 dias com álcool, o tanque do C3 foi levado bem perto de zero — o computador já mostrava apenas traços como autonomia, após indicar 30 km — para receber um novo combustível, a gasolina, com a qual segue até o fim para novas análises. Como fica o desempenho desse motor, cuja taxa de compressão elevada combina melhor com álcool? As marcas de consumo vão melhorar o bastante para compensar o maior preço do derivado de petróleo? São perguntas a serem respondidas na próxima terça-feira, dia 11.
FONTE: Fabrício Samahá

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