segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Novo 118i aguarda rivais com prazer ao volante e economia como aliados .

bmw série 1; salão de frankfurt (Foto: Priscila Dal Poggetto / G1)Hatch está maior, mais equipado e potente na segunda geração. Versão Sport Line, de R$ 122,9 mil, deve paddle shifts e bancos em couro.O primeiro 118i chegou em 2004, visivelmente desarmado frente aos rivais. Sem o desempenho e o espaço interno do Audi A3 (que justamente na mesma época estreava a segunda geração) e a personalidade e os equipamentos do Volvo C30, (VEJA FOTOS)o compacto corria pra debaixo da saia da BMW clamar pelo status da marca para ser aceito na turma dos hatches premium. Exceto pela tração traseira e o símbolo, nem parecia um representante da marca. 

Novo BMW Série 1 foi apresentado em 2011, no Salão de Frankfurt (Foto: Priscila Dal Poggetto / G1)
Em 2011, o Salão de Frankfurt apresentou ao mundo a segunda geração do Série 1. Aquele menino mirrado, enfim, virou um homem atrevido e ao mesmo tempo estiloso. Os volumes avantajados do novo desenho não são só truques do designer Adrian van Hooydonk: o novo hatch ficou 8,5 cm mais comprido, e se nessa geração viajar no banco traseiro se tornou mais confortável, é porque o entreeixos cresceu 3 cm. Com 1,98 m, o carro também está notoriamente mais largo, ante 1,93 m do antecessor – medir isso com as mãos pode parecer pouco, mas na hora de encostar ombro com ombro, faz diferença. E o porta-malas, que não era ruim com seus 330 litros, passou para 360 litros.
Resolvida a questão do espaço interno – que de quebra ainda melhorou a versatilidade e a praticidade do carro – restava apresentar ao 118i um nível de equipamentos que um automóvel acima dos R$ 100 mil deveria conhecer. Aí, a BMW foi além: tudo o que não deu à primeira geração, compensou agora, com sistema multimídia com tela de LCD de 7 polegadas, sistema de som com conexão Bluetooth, USB e iPhone; airbags frontais, laterais frontais e do tipo cortina; sistema Start/Stop e seletor de modo de condução (Eco, Comfort e Sport). A versão 118i Sport Line, de R$ 122,9 mil, aqui avaliada, é incrementada pela opção Sport Plus no sistema de ajuste de comportamento dinâmico e rodas aro 18.
Por outro lado, falta GPS, teto solar, bancos elétricos e, inacreditavelmente, revestimento interno em couro – isso tudo só na 118i Full, que resvala nos R$ 150 mil.
Menos consumo, mais diversão
E com as questões de espaço interno e equipamentos já superadas, substituir o não mais que adequado motor 2.0 16V (136 cavalos e 18,3 kgfm de torque) significou concluir de maneira brilhante uma transformação imprescindível para fazer do Série 1 um carro com mais poder de persuasão.
Se o antigo bloco era só bom o bastante para levar as patricinhas para a balada, sem muitas travessuras pelo caminho, o novo 1.6 16V turbo (172 cv e 25,5 kgfm de torque) excita até mesmo aqueles antigos donos que partiam para a configuração 130i, de 269 cv, para ter alguma emoção mais forte ao volante. O antigo 2.0 e sua transmissão automática de seis marchas eram apenas bons colegas de trabalho. O novo 1.6 e seu câmbio automático de oito velocidades são a dupla vencedora do prêmio “funcionários do ano”.
A competência desse conjunto é tamanha que se tem um esportivo econômico nas mãos. A resposta às investidas no acelerador é imediata, sem que a força do turbo seja despejada nas rodas desenfreadamente (e desagradavelmente). É forte e suave, ao mesmo tempo. As trocas de marcha são quase imperceptíveis, e a escolha das marchas no modo automático nunca é desapropriada – nem marcha de menos pra rotação demais, nem marcha demais pra rotação de menos.
Para os momentos de passeio, basta escolher o modo Eco Pro, que altera o comportamento do carro pra focar em economia de combustível. O resultado é uma média de 13 km/l, num carro que ultrapassa facilmente os 200 km/h e faz de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos. Cambiando para o modo Sport Plus, tem-se um carro mais firme e arisco, mas não menos confortável. Completa a dirigibilidade instigante a direção precisa, ágil e de respostas diretas (que trocou a assistência hidráulica pela elétrica).
BMW Série 1 (Foto: Rodrigo Mora / G1)BMW Série 1 fica mais agressivo
(Foto: Rodrigo Mora / G1)
Quanto à ergonomia, trata-se de um BMW: tudo é voltado para o prazer do motorista, sem grandes rebuscamentos ou ousadias. Embora sem o requinte dos Audis e Mercedes, a cabine é impecavelmente bem construída. A única falha é a falta de paddle shifts atrás do volante para as trocas manuais – ausência compensada pela alavanca de câmbio em forma de joystick, cujo formato a BMW deveria patentear, e depois montar uma fábrica delas e vender para outras marcas.
Combate à vista
A chegada antecipada ao mercado dá vantagem ao Série 1, que em parte já demarcou o território dos hatches premium. Foi um preparativo para a briga que começará em 2013: a Audi lançará a nova geração do A3, mais equipado e com motores mais eficientes; a Volvo terá o interessante V40, enquanto a Mercedes entrará na briga com o Classe A, que deixou de ser uma pacata minivan para ser um hatch invocado.
Em outros tempos, o Série 1 ficaria acuado no canto do ring, com a cabeça entre as mãos, pedindo socorro. Agora não: vai pra cima de todos, com muito mais habilidade pra bater do que apanhar. Quem sabe até nocautear.
  FONTE: AutoEsporte

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