quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Caminhões semileves têm baixa em 2012, mas segmento deve se recuperar em 2013.

Caminhões semileves têm baixa em 2012, mas segmento deve se recuperar em 2013Setor foi afetado por instabilidades econômicas, mas prognósticos são positivos para este ano. O ano de 2012 foi duro para o setor de caminhões. Mas foi mais duro para uns que para outros. Ainda mais no primeiro semestre, quando o impacto do Proconve P7 – similar ao Euro 5 – ainda era mais vigoroso. Somente no último trimestre o mercado deu sinais de recuperação – mas já era tarde para salvar o ano. (VEJA FOTOS)
A queda foi de 19,87%, segundo a Fenabrave. Mas na análise isolada das diferentes categorias, os semileves foram os “campeões” às avessas e caíram 57,9% – quase três vezes a retração média do mercado.

A explicação é a seguinte: como o foco dos semileves é o mercado varejista, a falta de
crescimento da indústria tem reflexos imediatos no comércio. Para o presidente executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção, este fator explica o desempenho do segmento em 2012. “O problema maior foi a falta de crescimento da economia, já que o mercado de distribuição do varejo passou a enfrentar um panorama desfavorável”, afirma Alarico. Mas o presidente da Fenabrave aponta outro fator foi crucial para esse desempenho horroroso dos semileves: “As restrições para a circulação desses veículos nas metrópoles aumentou no ano que passou, dificultando ainda mais as operações”, analisa.



O modelo semileve mais vendido em 2012 foi a Ford F-350, que, segundo a própria fabricante, deixou de ser produzida ainda no primeiro semestre. A F-350 sustentou a liderança com as 1.151 vendas na primeira metade do ano. No segundo semestre foram vendidas apenas 146 unidades residuais.


A marca de maior destaque, no entanto, foi a Iveco. A fabricante fechou o ano com cinco modelos entre os dez mais vendidos, todos da linha Daily. A Iveco aproveitou a orbigatoriedade da adequação ao Proconve P7 para renovar toda a gama. Com motor mais moderno e interior renovado, a marca emplacou praticamente todas as configurações disponíveis. A 70C17, mais bem posicionada, vendou 859 no acumulado de 2012. Somando aos demais modelos – 55C17, 5516, 4514 e 45S17 –, o Daily registrou 2.480 licenciamentos.

Na quinta posição, o Volkswagen Delivery 5.140 emplacou 544 unidades. A linha de semileves da fabricante alemã, produzida na unidade da MAN Latin América no Sul Fluminense, apresenta distância entre-eixos reduzida, de 3,17 m, o que permite que o modelo seja enquadrado como VUC – veículo urbano de carga. O caminhão é equipado com um motor Cummins ISF de 3.8 litros e no ano passado, junto com a adequação aos novos padrões de emissões de poluentes, também teve o interior renovado.

A Mercedes-Benz também conseguiu emplacar mais de um modelo entre os dez principais do setor. A Sprinter, cuja gama renovada foi apresentada pela fabricante alemã no ano passado, é parte estratégica de uma pretensão nada modesta. Os alemães querem subir a participação no mercado para 20% até 2014. A aposta da marca foi na tecnologia. Com airbag para o motorista, freios ABS com EBD e controle de estabilidade ESP em todas as versões, o modelo ganhou mais competitividade. O aumento da capacidade de carga – as variantes mais vendidas suportam 3 e 4 toneladas – também contribuiu para que as vendas resistissem ao mal momento do setor, cifrando em 516 unidades – sendo 275 emplacamentos para a Sprinter 415 e 271 licenciamentos para a 313, que ocuparam, respectivamente, a sétima e a oitava posições do ranking. O motor diesel OM 651 biturbo de 2.1 litros anima o comercial, que, de acordo com a configuração, entrega 114 e 146 cv, sempre a 3.800 rpm.

Apesar do resultado ruim de 2012, considerado atípico pelo setor, o prognóstico para 2013 é de crescimento para os semileves. “É claro que podem ocorrer sazonalidades, mas com os investimentos em infraestrutura para os grandes eventos que começam a acontecer no Brasil neste ano, o mercado varejista também vai se movimentar, refletindo diretamente nas vendas dos semileves”, projeta Alarico Assumpção. A Fenabrave estima que o setor tenha alta entre 13% e 16%, com base nas projeções de crescimento econômico do país.
FONTE: Michael Figueredo/Auto Press

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