quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Perspectivas 2013 - Automóveis - Em algum lugar do futuro.

Perspectivas 2013 - Automóveis -  Em algum lugar do futuroMercado brasileiro promete continuar aquecido em 2013 embalado pelo novo regime automotivo. O ano de 2012 foi marcante para o mercado nacional. Mas 2013 promete ser ainda mais importante. As expectativas projetam um crescimento ligeiramente inferior ao que será atingido esse ano, mas com uma ajuda mais suave do Governo Federal.
A Anfavea estima um avanço pouco inferior a 4%, para chegar na casa dos 3,96 milhões de emplacamentos. Além disso, a entidade acredita em um retorno do crescimento da produção nacional, que fechou 2012 em queda. Entretanto, o mais importante vai passar longe das concessionárias e das fábricas. A partir de janeiro passa a valer no Brasil o Inovar-Auto, novo regime automotivo que dita as regras do setor até 2017. “Até ontem fazíamos uma espécie de laboratório no mercado: bota IPI, tira IPI. Agora vamos brincar de gente grande. O Inovar-Auto serve para avisar a quem quiser vender carro por aqui que é necessário produzir e investir no Brasil”, avalia Paulo Roberto Garbossa, consultor da ADK Automotive.

As regras começam a valer já a partir de janeiro e, de acordo com o Governo, 15 companhias estão habilitadas a participar do novo regime. As primeiras licenças vão durar apenas três meses, até o final de março, quando serão feitas novas avaliações das marcas em questão. Os benefícios variam de empresa a empresa. A
Hyundai, por exemplo, entrou como fabricante e tem direito a descontar 30 pontos percentuais do IPI na aquisição de insumos e ferramentais. A marca coreana não terá cotas de importação, já que quem traz os modelos da Hyundai ao Brasil é o Grupo CAOA. 

Já a JAC Motors, outra habilitada ao
plano, vai poder importar 1,2 mil carros até março sem o IPI extra de 30%. A empresa chinesa se beneficiou com o início das construções de sua fábrica na Bahia. Confusões à parte, o fato é que tanto Hyundai como JAC também já planejam um centro de pesquisa no Brasil, exatamente para continuar se valendo das regras do Inovar-Auto. “Olhamos do Inovar-Auto com muita felicidade, mas com cautela e tentando entender as regras ainda”, conta Glauce Toniato, gerente de marketing de produto da Mercedes-Benz do Brasil. 

Fora o regime automotivo, 2013 deve comprovar a boa fase do mercado nacional. E dessa vez sem tanta ajuda do Governo. A redução do IPI foi prorrogada até junho, mas com aumento progressivo. “
Haverá aumento nos preços a partir de janeiro. Mas poderemos continuar com demanda aquecida”, acredita Cledorvino Bellini, presidente da Fiat e da Anfavea.

Com um menor estímulo tributário, as expectativas de crescimento se baseiam em outros fatores. “
A Europa vai continuar em situação complicada, mas sem tantos altos e baixos. As incertezas diminuem. E isso se reflete no Brasil. O câmbio também deverá estar estável em 2013”, lembra Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors do Brasil. A recuperação gradual do mercado europeu deve retornar o otimismo dos bancos, o que pode aumentar a oferta de crédito.

Em 2013 as expectativas também são boas em relação à produção de veículos no Brasil. Neste ano, o número de automóveis feitos no Brasil deve cair 1,5%, muito por causa da diminuição da demanda dos mercados internacionais. Para o ano que vem, a Anfavea estima um crescimento de 4,6%, para 3,51 milhões no total. “
Nossa produção está destinada tanto ao mercado interno, que cresceu, como às exportações, que não cresceram e afetaram a produção interna”, explica Bellini, da Anfavea.
 Principais regras do Inovar-Auto:

Para se habilitar ao novo regime automotivo, as empresas interessadas deverão:


- Realizar seis das 12 etapas fabris de produção de automóveis – como estampagem, soldagem ou fabricação do motor – no Brasil em ao menos 80% da produção.


- Os fabricantes ainda terão que escolher dois dos três requisitos: investimento em pesquisa e desenvolvimento; investimento em engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores e participação no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (InMetro).


- Para importadoras interessadas na habilitação ao novo regime, é necessário importar veículos mais econômicos; realizar, no país, dispêndios em pesquisa e desenvolvimento, em engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores, além de aderir ao programa de etiquetagem veicular.


- Todas as empresas habilitadas ao Inovar-Auto terão direito a importar 4.800 carros por ano sem a adição dos 30 pontos percentuais do IPl.


- Os fabricantes precisarão investir 0,5% da receita operacional bruta em engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação dos fornecedores.


- Empresas que vão fazer fábricas no Brasil tem direito a importar 50% da futura capacidade de produção de um modelo de porte semelhante ao que será feito sem a adição dos 30 pontos percentuais do IPI.


- Cada fabricante deverá diminuir em pelo menos 12% a média de consumo de combustível de seus veículos até 2017.

FONTE: Rodrigo Machado/Auto Press

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