sábado, 12 de janeiro de 2013

Teste: Renault Duster Tech Road - Fetiche "hi-tech".

Teste: Renault Duster Tech Road - Fetiche Renault Duster Tech Road usa o apelo da tecnologia para se manter em alta entre os utilitários esportivos compactos. O Duster apresenta bons resultados de vendas desde quando chegou ao mercado nacional, em outubro de 2011. Nem por isso a Renault se acomoda. (VEJA FOTOS)
Para explorar o lado “novidadeiro” do consumidor brasileiro, a marca apresentou a série especial Tech Road. Além de renovar a oferta do SUV, aproveitou para dar mais fôlego também ao marketing do modelo. Feita com base na Dynamique, até então a variante mais equipada da linha, a nova versão aproveita o apelo da tecnologia para se situar numa espécie de “topo do topo”. 
A tal “tech” que a fabricante vende com a versão refere-se ao sistema NAV, que apresenta tela sensível ao toque, de sete polegadas, e rádio com conexão USB/iPod, Bluetooth e auxiliar. O equipamento também oferece sistema de navegação com mapas fornecidos pela Navteq. Fora isso, apenas os itens já disponíveis no Duster Dynamique, que vão desde o computador de bordo até o trio elétrico, passando por airbag duplo e ABS. O preço, a partir de R$ 63.130, não é o principal argumento – mas deixa o SUV em posição de igualdade diante dos concorrentes igualmente equipados. A intenção da Renault com o Tech Road é reavivar a atenção para o Duster e também estimular o público mais jovem a conhecer o carro. 
 
O Duster Tech Road é oferecido em duas opções de motores, sempre movidos a gasolina e etanol – 1.6 e 2.0. No de maior cilindrada, há a possibilidade do câmbio automático. Com esta configuração, o utilitário entrega 142 cv a 5.500 rpm e torque de 20,9 kgfm de torque aos 3.750 giros, quando abastecido com etanol. Todas as versões estão disponíveis apenas com tração 4X2. O preço da série especial na versão 2.0 automática pode chegar a R$ 65.750, quando dotada ainda dos opcionais bancos de couro e pintura metálica.

A série Tech Road foi apresentada um mês após o início das vendas da nova geração do Ford EcoSport. Até agosto, a média de emplacamentos do Duster era de 3.400 unidades mensais contra 2.300 do rival. A partir de setembro, a Ford começou a vender o renovado utilitário e levou mínima vantagem até dezembro – média de 4.900 unidades contra 4.890. No entanto, no acumulado de 2012 o Duster manteve a ponta e fechou o ano com 46.893 licenciamentos contra 38.284 do adversário. E esse ano a briga promete ficar ainda mais interessante. A
Chevrolet vai lançar em 2013 o Tracker e a Peugeot planeja introduzir o utilitário 2008, que deve entrar em produção até dezembro.
 
Ponto a ponto
Desempenho – Os 142 cv do motor 2.0 são suficientes para mover satisfatoriamente o Duster Tech Road, principalmente nas duas primeiras marchas. As rotações sobem rapidamente e o torque máximo de 20,9 kgfm aos 3.750 giros faz com que o utilitário seja ágil nas arrancadas. Mas o escalonamento das relações do câmbio automático de quatro velocidades não ajuda o comportamento dinâmico. A primeira e a segunda cumprem bem a missão de impulsionar o carro e a quarta mantém o ritmo. O problema é o “buraco” deixado para a terceira marcha, que não consegue cobrir e manter a força do utilitário. As transições, embora não sejam das mais suaves, não chegam a incomodar. Nota 7.

Estabilidade
– O tamanho e o peso do Duster atrapalham, mas de um modo geral o utilitário é bem equilibrado. É claro que em curvas mais fechadas um veículo alto enfrenta uma dificuldade natural. É preciso corrigir eventualmente a direção. Nas retas, mesmo em alta velocidade, o SUV mantém o comportamento sóbrio e não compromete. Nota 7.

Interatividade
– Os principais comandos do utilitário estão bem posicionados e a utilização é intuitiva. No entanto, o controle de ajuste dos retrovisores está posicionado entre o câmbio e o freio de mão, local pouco prático. Há ainda um porta-objetos no meio do painel, que, embora bastante espaçoso, perde por não ser muito acessível. O monitor de sete polegadas sensível ao toque do NAV oferece praticidade e boa visibilidade, mas é preciso desviar a cabeça para ver a tela. Ficaria melhor se ocupasse o espaço do porta-objetos do painel, por exemplo. Apesar disso, o sistema funciona bem, com mapas precisos, boa conectividade com smartphones e som de qualidade. Nota 7.

Consumo
– O computador de bordo do Tech Road marcou uma média de 4,8 km/l em circuito misto. Nota 5.

Tecnologia
– O nome Tech Road leva a crer que a versão é recheada de tecnologia. No entanto, o principal aparato neste aspecto é o sistema NAV, que oferece boas opções de navegação e entretenimento. A plataforma, embora não comprometa, já existe há seis anos. A antiga transmisão automática de quatro velocidades atrapalha um pouco o conjunto. Nota 7.

Conforto
– É uma virtude do Duster Tech Road. Os bancos são confortáveis e os ajustes, tanto de altura do assento quanto do volante, proporcionam facilidade na hora de encontrar uma boa posição para dirigir. Além disso, o jeitão quadrado da carroceria resulta em excelente espaço interno. O banco de trás acomoda tranquilamente três adultos de estatura mediana com espaço suficiente para as cabeças, sem que os joelhos pressionem os bancos dianteiros. A suspensão cumpre bem o papel de absorver as imperfeições das ruas.  Nota 8.
 
Habitabilidade – O bom ângulo de abertura das portas facilita a entrada e saída da cabine. O bagageiro também é generoso quanto ao espaço e comporta 475 litros. O Duster só não é bem dotado de porta-objetos. O maior deles encontra-se em local de difícil acesso, na parte de cima do painel, e em qualquer movimento brusco tudo pode se espalhar pelo carro. Também não há muita praticidade no compartimento próximo ao freio de estacionamento. O bom espaço interno compensa e ajuda a melhorar a vida dentro do Duster Tech Road. Nota 7.

Acabamento
– Apesar dos bons encaixes, os plásticos usados não transmitem requinte. No entanto, até combinam com o aspecto “bruto” do carro. Alguns detalhes cromados, como o losango da Renault no volante e os contornos de alguns botões, melhoram um pouco o visual do interior. As peças não são das mais bonitas, mas dão uma coerente impressão de robustez também no lado de dentro. Nota 7.

Design
– As linhas predominantemente retas dão ao Duster um aspecto másculo, interessante para um SUV. Os para-lamas são bastante pronunciados e a elevação da traseira contribui para deixar o utilitário da marca francesa com jeitão mais “bruto”. Os elementos cromados dão certa dose de sofisticação ao modelo, mas não tiram a “cara de mau”. No fim das contas, o Duster combina aspectos de aventureiro e urbano de maneira bastante singular. Nota 8.

Custo/benefício
– O Duster Tech Road custa a partir de R$ 63.130 e conta com uma vasta lista de equipamentos. O Ford EcoSport, seu principal concorrente, parte de R$ 65.680 na versão intermediária Free Style, equipada com itens semelhantes. Com preço competitivo, o Duster perde apenas pelo alto consumo de combustível. Nota 7.
Total – O Renault Duster Tech Road somou 70 pontos em 100 possíveis.
 
 
Impressões ao dirigir

Alma urbana

O Duster é um carro com personalidade própria, e isso não se pode negar. O estilo quadradão evidencia a proposta da Renault de fazer um SUV com mais ênfase no lado utilitário do que no esportivo. Porém, por dentro, o Tech Road não é tão bruto quanto seu exterior sugere. O carro oferece conforto e praticamente tudo está bem posicionado. Há dificuldade apenas para encontrar um lugar interessante para despejar “trecos” como carteira e celular, já que os porta-objetos não primam pela comodidade em suas localizações. Também incomoda o comando dos retrovisores externos estar perto da alavanca do freio de estacionamento. Porém, passada a “fase de apresentações”, rapidamente encontra-se o melhor ajuste para dar a partida.

Sair com o Duster não causa qualquer incômodo. As relações das duas primeiras marchas são curtas e logo atinge-se a faixa de torque suficiente para que o SUV se mova com bastante agilidade. O motor, de 142 cv, é eficiente e demonstra valentia. Porém, na terceira marcha fica um tanto “bobo” por um tempo. Mas nada que comprometa o desempenho do utilitário, que logo acorda e recupera o fôlego. O Duster é grande. Se por um lado, tal atributo proporciona bastante conforto para os ocupantes, a contrapartida vem nas curvas, quando o carro eventualmente balança mais do que seria agradável. Já em vias predominantemente retas, se revela bastante estável e muito bem disposto.

A suspensão é um fator importante para a boa vida a bordo do Duster. Ela absorve as constantes imperfeições do caminho e até mesmo em trechos repletos de quebra-molas o jipinho não deixa a desejar. O isolamento acústico também merece nota. Nas faixas mais altas de rotação pouco se ouve do motor. O sistema de entretenimento dá um certo charme à parte central do painel. Porém o local escolhido pela Renault para alocá-lo incomoda. Com o carro em movimento, não dá para manuseá-lo sem perder o foco na direção. No aspecto dinâmico, o SUV se sai bem e nas situações cotidianas deixa claro que, apesar do jeitão “bronco”,  fica bem à vontade na “selva urbana”.
 
Ficha técnica

Renault Duster Tech Road 2.0 16V

Motor:
A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.998 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio automático de quatro marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 138 cv e 142 cv com gasolina e etanol a 5.500 rpm.
Aceleração: 0-100 km/h: 11,1 e 10,4 segundos com gasolina e etanol.
Velocidade máxima: 178 km/h e 181 km/h com gasolina e etanol.
Torque máximo: 19,7 kgfm e 20,9 kgfm com gasolina e etanol a 3.750 rpm.
Diâmetro e curso: 82,7 mm X 93,0 mm. Taxa de compressão: 11,2:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com amortecedores hidráulicos telescópicos, triângulos inferiores e molas helicoidais. Traseira semi-independente com barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais. Não possui controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 215/65 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS.
Carroceria: SUV em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,31 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,69 m de altura e 2,67 m de entre-eixos. Oferece airbag duplo frontal.
Peso: 1.353 kg.
Capacidade do porta-malas: 400 litros.
Tanque de combustível: 50 litros.
Produção: São José dos Pinhais, Paraná.
Itens de série: Sistema NAV com rádio/USB/Bluetooth/Aux com comandos na coluna de direção, computador de bordo, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, trio elétrico, direção hidráulica, sensor de estacionamento traseiro, airbag duplo, ABS, faróis de neblina, rodas de 16 polegadas, volante com revestimento em couro, barras longitudinais no teto, retrovisores externos cromados e faróis com máscara negra
Preço: R$ 63.130.
Opcionais: Pintura metálica e bancos de couro.
Preço completo: R$ 65.760.

FONTE: MOTORDREAM

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