domingo, 17 de março de 2013

Testamos o Nissan March 1.0, pop japonês.


O discurso da Nissan do Brasil a respeito do seu novo modelo popular com motor 1.0 flex é bonito. E também correto. De acordo com ele, o Nissan March é o primeiro produto sobre a nova Plataforma V (de versátil), que será a base para futuros modelos da marca, e que incorporará novos padrões de construção, segurança, desempenho e acabamento para o segmento de entrada e também para outros segmentos de maior tamanho. (VEJA MAIS FOTOS DO CARRO)
É um projeto completamente dentro do século 21, com a missão de elevar a posição atual da Nissan no país, atuando em uma parcela  três vezes maior do mercado nacional. Uma prova de que se trata de um conceito diferenciado para o projeto de um novo modelo, o processo de manufatura inverteu a cadeia de desenvolvimento, começando com os componentes dos fornecedores até chegar no veículo, totalmente idealizado no computador.
Com o March, a Nissan assume um compromisso com seus clientes de oferecer qualidade e preço competitivo, o que se estende também para o pós-venda, com a inédita garantia de três anos para esse segmento e dois anos de assistência 24 horas do Nissan Way Assistence.
O Nissan March foi criado no Centro de design do Japão para ser um produto global, vendido em mais de 160 países, de forma que os brasileiros estão recebendo um automóvel moderno, totalmente em sintonia com o segmento dos subcompactos por todo o mundo.
Bem, esse é o argumento de vendas para o novo popular brasileiro, que está entrando no mais competitivo segmento de nosso mercado e será avaliado, com o máximo rigor, pelo próprio mercado.
O Nissan March será vendido no Brasil em duas opções de motores, 1.0 e 1.6, e quatro versões de equipamentos, a básica, a S, a SV e a SR. O March 1.0, que está sendo lançado agora, está disponível na versão de entrada – que custa R$ 27 790 – e na 1.0S, mais equipada, que custa R$ 33 390. O March 1.6S, que tem a mesma configuração do 1.0S, terá preço de R$ 35 890, mas será lançado apenas em novembro. As duas versões superiores são o March 1.6 SV e o 1.6 SR, ainda sem preços definidos.
A melhor surpresa que veio com o March é a disponibilidade do airbag duplo de série em todas as versões, inclusive a de entrada. Esse equipamento, mais o computador de bordo, o ar quente e a regulagem de altura do banco do motorista, fazem do Nissan March 1.0 uma opção bastante interessante para quem vai comparar preços entre todos os modelos 1.0 básicos.
O March 1.0S, esta versão avaliada, tem ainda controle remoto para abertura e travamento das portas, ar-condicionado, limpador e desembaçador traseiro, direção elétrica, espelhos retrovisores com ajuste elétrico, vidros dianteiros e traseiros elétricos, volante com regulagem de altura, limpador de para-brisa de 9 velocidades e travamento automático das portas com o movimento do veículo. É bastante conteúdo para um acréscimo de R$ 5 600, provavelmente fazendo desta versão a mais vendida do line-up do modelo. Por mais R$ 2 500 chega-se ao 1.6S, com mesmo conteúdo, mas com motor bem mais potente (111 cv).
O Nissan March 1.0 pode, no entanto, receber alguns desses itens como equipamentos opcionais.
Na avaliação do carro testado, a primeira impressão é a visual. Sem muitas surpresas, afinal o carro já era conhecido, inclusive dinamicamente, graças ao InovaShow, que a Nissan está fazendo por todo o Brasil já há algum tempo. Nesse test-drive itinerante, o público pôde experimentar tanto o March quanto o elétrico Nissan Leaf.
Esteticamente o March é agradável, apesar de seu visual um tanto retrô, com cantos e componentes arredondados. O mais inusitado nesse aspecto é o desenho do teto e seus bumerangues, além do recorte circular das portas traseiras. Os arcos no teto servem para aumentar a rigidez da estrutura e assim poder reduzir e espessura da chapa e o peso final.
Como resultado dessa inovação, o centro de gravidade do March pôde ficar mais baixo do que o usual, melhorando sua estabilidade. Esses arcos têm também função aerodinâmica, reduzindo o ruído provocado pelo ar. No final do teto há uma elevação para direcionar o fluxo do ar. Essa solução, mais alguns pequenos detalhes nos retrovisores e spolier, resultaram em um coeficiente de forma de 0,33, valor interessante para um carro popular.
Internamente, o carro é simples, mas bem resolvido. A ergonomia, que é o mais importante, foi respeitada e o condutor encontra facilmente uma boa posição de dirigir, com a regulagem de altura do banco e do volante.
Os bancos dianteiros têm suportes laterais alargados e espuma de maior densidade, para melhorar o conforto de condução. Ficou bom. Destaque para o espaço para as pernas dos passageiros traseiros. Só que o do meio não tem nem cinto de três pontos nem encosto de cabeça.
O carro testado tinha um rádio instalado à parte, uma vez que nessa configuração o March não tem esse aparelho nem como opcional. O March 1.6SV e o March 1.6SR têm, de série, rádio de dupla altura (2DIN) com CD, MP3 e entrada auxiliar. O grupo dos comandos do ar-condicionado também tem formas pouco usuais.
Na avaliação dinâmica, o motor 1.0 de 16 válvulas – o mesmo bicombustível que equipa os modelos da Renault  – mostrou bastante disposição para uso urbano, mesmo carregado.
Produzido na fábrica Nissan-Renault de São José dos Pinhais, PR, o motor tem 74 cv de potência e 10 kgfm de torque. O câmbio manual de 5 marchas tem trocas um pouco secas, mas o escalonamento é bom. Já o motor 1.6, que equipará as versões superiores do March, é produzido pela Nissan no México, também é flex e tem potência de 111 cv e torque de 15,1 kgfm.
Apesar de eficiente, o 1.0 flex é meio barulhento. O acelerador é eletrônico e isso acarreta efeitos às vezes incômodos, como quando a rotação do motor sobe exageradamente ao trocar de marchas ascendentemente. Isso devido ao compromisso de redução de emissões poluentes.
Mas barulhento mesmo é o ronco da transmissão, principalmente saindo em primeira marcha. Isso, porém, só incomodou nos primeiros dias, depois acabou acostumando.
No geral, a dirigibilidade do Nissan March é excelente, com destaque para a agilidade de seus menos de 1 000 kg de peso em todas as versões. Compacto, tem 3,78 m de comprimento e raio de giro de 4,5 m.
O Nissan March chega ao Brasil em um momento bastante favorável para os modelos populares produzidos no Mercosul, com uma relação custo/benefício muito competitiva em relação à sua concorrência direta, graças ao airbag e outros detalhes exclusivos de série. Apesar de novidade por aqui, o Nissan March estreou esta sua quarta geração há apenas um ano, sendo produzido atualmente na Tailândia, na Índia, na China e no México, de onde vem a nossa versão.
Fotos: Claudio Larangeira. Veja mais detalhes na revista Motor Quatro número 20.
FONTE: MOTOR4/Gabriel Marazzi

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