domingo, 24 de março de 2013

Teste: Dodge Durango - Atitude nobre.


Teste: Dodge Durango - Atitude nobreGrupo Chrysler lança Dodge Durango para ajudar a sofisticar a imagem de suas marcas no Brasil. Assim como as pessoas, as empresas de vez em quando precisam mudar a imagem. É o que aconteceu com o Grupo Chrysler. Entre 1998 e 2007, na época da incorporação pela alemã Daimler, coube à empresa norte-americana cuidar dos modelos mais acessíveis, enquanto o segmento “premium” foi destinado à marca germânica Mercedes-Benz. Finda a parceria, depois de dois anos sob controle do grupo norte-americano Cerberus, em 2009 o Grupo Chrysler foi à falência. (VEJA MAIS FOTOS DO CARRÃO)
De olho no mercado dos Estados Unidos, a Fiat comprou 20% da companhia. Hoje o grupo italiano já tem mais de 60% e a fusão entre os dois grupos já está anunciada para 2014. Na parceira com a Fiat, a função é radicalmente diferente. Chrysler, Dodge, Jeep e Ram foram redirecionadas pelo segmento “premium”, enquanto à Fiat cabem os modelos mais populares. Por isso, as marcas do Grupo Chrysler agora apontam como suas concorrentes Mercedes-Benz, Audi, BMW, Volvo e Land Rover. A escolha dos adversários ajuda a explicar a expectativa depositada no lançamento do Dodge Durango, que acaba de desembarcar no Brasil.

Essa terceira geração do utlitário esportivo de sete lugares foi lançada nos Estados Unidos em 2010 e apresentada no Brasil no último Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em outubro do ano passado. Produzido em Detroit, o Durango parece uma versão mais chique e “anabolizada” do crossover Journey, até então o único modelo da marca Dodge comercializado no Brasil. Os traços externos são fortes, a começar pela imponente grade frontal cromada que repete a da Journey, só que em maior escala. Na lateral, a linha de cintura é ascendente, segundo a Chrysler para evocar o “muscle car” Dodge Charger dos anos 60 e também a versão atual. Na traseira, destaca-se a larga faixa cromada une as duas lanternas.



No interior, o design rusticamente “clean” característico dos Dodge ganha uma leitura mais sofisticada. Os revestimentos têm bom aspecto e o acabamento é mais aprimorado que o do Journey. As três fileiras de bancos permitem diferentes configurações. Segundo a marca, são 28 configurações de bancos, mais de 30 porta-objetos e área de bagagem de até 2.390 litros, com a segunda e a terceira fileiras de bancos rebatidas. Em termos de segurança, quem está a bordo conta com duplo airbag frontal, airbags laterais nos bancos dianteiros e bolsas laterais superiores do tipo cortina, que ampliam a proteção para as três fileiras de bancos. Os apoios de cabeça nas poltronas da frente são ativos, para reduzir o efeito chicote em caso de colisão.

O Dodge Durango é oferecido nas configurações de equipamentos Crew e Citadel. A primeira tem como destaques ar-condicionado de três zonas, bancos de couro, bancos dianteiros elétricos, bancos aquecidos na primeira e segunda fileiras, câmara de estacionamento traseiro, sistema multimídia MyGIG com LCD de 6,5”, leitor de DVD e HD interno de 30 GB, rodas de alumínio de 18”, áudio com nove alto-falantes, subwoofer e amplificador de 500 watts, sistema de comunicação Bluetooth Uconnect com comando de voz, tampa traseira com acionamento elétrico e tração integral permanente, entre outros. A versão “top” Citadel acrescenta bancos dianteiros ventilados, faróis de xenônio com nivelamento automático, rodas de alumínio cromadas de 20”, teto solar elétrico, tela traseira de DVD de 10” com dois fones de ouvido sem fio e controle remoto e volante com aquecimento e revestido em couro perfurado.



Sob o capô está o moderno motor Pentastar V6 de 3,6 litros, que gera 286 cv. Ele trabalha em conjunto com o câmbio automático de cinco marchas e tração permanente nas quatro rodas AWD. No Brasil, o Dodge Durango é a sexta aplicação do Pentastar. A primeira foi no Jeep Grand Cherokee – com o qual o Durango compartilha plataforma –, seguido de Chrysler Town & Country, Dodge Journey, Jeep Wrangler e Chrysler 300C. 

Nas 42 concessionárias do Grupo Chrysler espalhadas pelo Brasil, os seguintes preços sugeridos para o lançamento do Durango são R$ 179,9 mil para a opção Crew e R$ 199,9 mil para o topo de linha Citadel. Valores que criam para a Dodge um patamar bem acima dos R$ 122.900 cobrados pelo Journey “top”, a versão R/T Os principais concorrentes que o marketing da Chrysler imagina para o novo modelo são Mitsubishi Pajero Full, Land Rover Discovery 4 e Audi Q7.



Ponto a ponto

Desempenho – O motor Pentastar V6 de 3,6 litros DOHC de 24 válvulas já é bem conhecido no Brasil por quem acompanha os lançamentos do Grupo Chrysler – move Jeep Grand Cherokee, Chrysler Town & Country, Dodge Journey, Jeep Wrangler e Chrysler 300C. Oferece 286 cv em 6.350 rpm e 35,4 kgfm a 4.300 giros. Apesar da força máxima chegar em rotações elevadas, já a partir de 2.500 rpm o propulsor expressa um vigor impressionante, o que deixa o convívio amigável em trânsito urbano e torna o carro bem esperto nas estradas. Aliado ao câmbio automático de cinco marchas com opção de mudanças manuais e à tração AWD, o propulsor ajuda o utilitário esportivo de mais de 2,3 toneladas e 5,07 metros a parecer menor do que é para quem dirige. Nota 9.

Estabilidade – Até pelo porte, se espera de um modelo como o Durango um bom equilíbrio dinâmico. E o novo Dodge efetivamente não decepciona. Trafega com desembaraço tanto no asfalto liso quanto nos pisos irregulares, mesmo sob chuva. A tração integral AWD e os pneus 265/50 R20  de série na versão “top” Citadel também dão boas contribuições nesse aspecto.Nota 9.
 

Interatividade – A ergonomia é bem resolvida, os comandos são quase sempre fáceis de serem usados e a visibilidade também é satisfatória. E o ronco de escapamento agrada aos que gostam de ter alguma percepção de esportividade pelos ouvidos. Nota 8.

Consumo – O InMetro não tem medições sobre o consumo do Durango Segundo a Chrysler, as medições realizadas nos Estados Unidos pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente (EPA) indicam consumo de 6,8 km/ na cidade e 9,8 km/l na estrada. Ao final do teste de apresentação, que misturou longos trechos rodoviários com pequenos trajetos urbanos, o consumo apontado no computador de bordo foi de 8 km. Nota 7.

Conforto – Há espaço a bordo para conduzir sete pessoas confortavelmente. Na terceira fila de bancos, pessoas com menos de 1,80 m podem se acomodar sem sustos. Todos os bancos são macios e aconchegantes e a suspensão consegue uma interessante combinação da rigidez desejável em um utilitário esportivo com o conforto de um sedã grande. Nota 8.



Tecnologia – O motor Pentastar V6, introduzido nas versões 2011 de diversos modelos da Chrysler, Dodge e Jeep, é inegavelmente a “atração tecnológica” do Durango. Trata-se de um propulsor bastante moderno e já recebeu diversas premiações em todo o mundo. Em termos de equipamentos, a versão Citadel do novo Dodge também não deixa a desejar.Nota 8.

Habitabilidade –  Todos os acessos são decentes, inclusive à terceira fila de bancos. Lá dentro, o Durango trata bem os ocupantes. São diversos porta-objetos, principalmente na área à frente da alavanca de câmbio onde existem três espaços de tamanho considerável. O porta-malas leva 490 litros atrás de terceira fileira e pode chegar a impressionantes 2.390 litros apenas com os bancos dianteiros levantados. Nota 8.

Acabamento – Os revestimentos são de bom gosto e o acabamento é superior ao do Jouney. Pode não chegar ao nível das marcas “premium” alemãs, o “alvo confesso” do Grupo Chrysler. Mas cumpre bem o objetivo de elevar o patamar da marca Dodge. Nota 8.

Design – O utilitário esportivo expressa bastante robustez e esportividade, mas pouco acrescenta ao segmento em termos de originalidade no design. Visto de frente e de longe, pode facilmente ser confundido com o Journey. O perfil revela imponência e consegue dar um aspecto aerodinâmico ao veículo. Mas, na traseira, a enorme faixa cromada que une as duas lanternas forma com elas uma composição um tanto “engessada” e conservadora. E menos harmônica que a da Journey. Nota 7.

Custo/benefício – A versão “top” Citadel avaliada tem preço sugerido de R$ 199.900, R$ 20 mil a mais do que a versão Crew. Está longe de ser uma “pechincha”, mesmo porque seu objetivo mercadológico passa distante disso. Mas, se a proposta é ser “premium”, para um carro de quase R$ 200 mil, era mais que desejável contar com GPS integrado. A Chrysler alega que o navegador disponível na versão vendida nos Estados Unidos não lê os mapas brasileiros, o que inviabiliza a oferta do equipamento aqui por enquanto. Nota 5.

Total – O Dodge Durango Citadel somou 77 pontos em 100 possíveis.

Primeiras impressões

O peso da força

Barueri/SP - O teste de apresentação do Dodge Durango foi realizado em sua maior parte na Rodovia Castelo Branco, com direito a breves incursões por algumas ruas íngremes na perifeira de Alphaville, na cidade paulista de Barueri. A avaliação ocorreu praticamente todo o tempo sob chuva intensa, o que criou possibilidades interessantes para apreciar a estabilidade do modelo em piso molhado.

Em todas as circunstâncias onde foi testado, chamou a atenção a maneira lépida como o propulsor Pentastar V6 consegue mover as mais de 2,3 toneladas de SUV, mesmo em ladeiras sinuosas. O carro trafega sempre com disposição e desembaraço, além de transmitir a agradável impressão de que, quando necessário, sempre é possível obter adições praticamente instantâneas de potência e torque. O resultado é que se torna possível realizar as necessárias ultrapassagens com tranquilidade e sem sustos. E a possibilidade de acionar manualmente as marchas do câmbio automático de cinco velocidades é um recurso sempre bem-vindo.



Além da inegável facilidade para se mover, o equilíbrio do conjunto suspensivo e a boa rigidez torcional do Durango também agradam. O carro esbanja elegância tanto no asfalto liso, quanto em ruelas mal pavimentadas. Filtra boa parte dos eventuais sacolejos e não transmite sensação de descontrole, mesmo quando o motorista pisa com vontade no acelerador. 

Outro aspecto interessante do Durango é o conforto. É daqueles carros que não cansam, bons para viagens longas. Pena que a versão vendida no Brasil ainda está devendo o GPS – a Chrysler alega que o navegador disponível no modelo americano não lê os mapas disponíveis no Brasil. Na hora de estacionar, os sensores de distância e a câmara de ré ajudam a tornar menos árdua a tarefa de achar vaga para o “gringo” grandalhão.

Ficha técnica

Dodge Durango

Motor: A gasolina, dianteiro, longitudinal, 3.604 cm³, seis cilindros em V, quatro válvulas por cilindro, duplo comando e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração integral. Oferece controle de tração.
Potência máxima: 286 cv a 6.350 rpm.
Torque máximo: 35,4 kgfm a 4.300 rpm.
Diâmetro e curso: 36,0 mm X 83,0 mm. Taxa de compressão: 10,2:1.
Suspensão: Dianteira independente com braços curtos, molas helicoidais, amortecedores a gás, barra estabilizadora e braços de controle inferior e superior. Traseira independente do tipo Multilink com molas helicoidais, amortecedores a gás, braço de controle inferior e superior. Oferece controle eletrônico de estabilidade de série.
Pneus: 265/60 R18 (265/50 R20 na versão Citadel).
Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD.
Carroceria: Utilitário esportivo montado em monobloco, com quatro portas e sete lugares. Com 5,07 metros de comprimento, 1,92 m de largura, 1,80 m de altura e 3,04 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais e de cortina de série.
Peso: 2.262 kg (2.312 kg na versão Citadel).
Altura mínima do solo: 24,1 cm.
Ângulo de ataque: 17,8º.
Ângulo de saída: 21,4º.
Capacidade do porta-malas: de 490 a 2.390 litros.
Tanque de combustível: 93,1 litros.
Produção: Detroit, Estados Unidos.
Lançamento: 2011.
Lançamento no Brasil: 2013.
Itens de série: 
Versão Crew: Ar-condicionado de três zonas, airbags frontais, laterais e de cortina dianteiro e traseiros, ajuste lombar para os bancos dianteiros, apoios de cabeça dianteiros ativos, banco dianteiros com ajustes elétricos, câmara de ré, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, controle de tração e estabilidade, sensor de luminosidade, faróis de neblina, monitor de pressão dos pneus, acabamento em couro, sistema de entretenimento com tela de 6,5 polegadas e HD interno de 30 GB, trio elétrico, retrovisor interno e externo esquerdo anti-ofuscante, rodas de alumínio de 18 polegadas, keyless, sensor de chuva e teto solar.
Versão Citadel: Adiciona bancos dianteiros ventilados, faróis dianteiros de xenônio, painéis das portas forrados em couro, sistema de entretenimento traseiro com tela de 10 polegadas, volante aquecido e em couro e rodas de alumínio de 20 polegadas.
Preço: R$ 179.900 na versão Crew e R$ 199.900 na versão Citadel.
FONTE: MOTORDREAM/Luiz Humberto Monteiro Pereira/Auto Press

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