sábado, 9 de março de 2013

Teste: Ducati Hypermotard - Força contida.

Teste: Ducati Hypermotard - Força contidaDucati Hypermotard é amansada para o uso diário mas não perde a esportividade. A Ducati lançou a primeira versão da Hypermotard com o objetivo de mudar parâmetros na categoria. E, de fato, conseguiu. Porém, embora a resposta tenha sido calorosa, a combinação entre a potência e a esportividade da moto logo foi considerada desproporcional.(VEJA FOTOS DA MOTARD)
Isso restringiu o poder de atração do modelo a motociclistas mais experientes. Tanto que, somadas, as três versões anteriores venderam apenas 26 mil unidades no mundo desde 2007. A fabricante italiana então decidiu aposentar as antigas 796, a 1100 e a 1100 SP e apresentou, no Salão da Motocicleta de Milão, em novembro de 2012, a nova geração da “supermoto”. Os modelos da família da Hypermotard agora diferenciam-se apenas pela aplicação. A capacidade cúbica é a mesma – 821 cc.

Tanto a Hypermotard convencional quanto a versão SP, com um tempero mais esportivo, carregam a versatilidade do segmento. A categoria Supermotard, ou supermoto, surgiu das motocicletas de motocross usadas para competições em pistas com partes asfaltadas e trechos de off-road, em circuitos repletos de curvas e saltos. A versão de rua, na prática, veio de motocicletas trail adaptadas para o uso em asfalto. Elas ganham pneus mistos e rodas menores na frente, o que melhora a dirigibilidade e também a estabilidade, pois rebaixa o centro de gravidade.



A nova geração da Hypermotard passou por uma série de atualizações diante da versão anterior. O chassi e o quadro, de aço tubular, foram completamente renovados. A Ducati também alongou a distância entre-eixos – agora de 1,50 m diante dos 1,46 m anteriores –, para melhorar o comportamento em curvas de raio maior, como nas estradas. A suspensão dianteira é invertida e tem regulagem na pré-carga da mola. Na traseira, um monoamortecedor também ajustável. O quadro e o conjunto de suspensões garantem ao motociclista, segundo a Ducati, uma posição de equitação ao pilotar, típica de motos trail.

O motor escolhido pela Ducati para equipar a Hypermotard é o novo Testastretta 11, de 821 cilindradas. O propulsor entrega 110 cv de potência, disponíveis a 9.250 rpm, para mover os 175 kg da moto. Como a proposta da marca era deixar o modelo mais acessível para motociclistas de qualquer nível, foi instalado um sistema para alterar o mapeamento do motor com três ajustes – Sport, Touring e Urban. No primeiro, os 110 cv de potência estão disponíveis sem muita interferência do pacote de segurança, que conta com ABS e controle de tração. No segundo, com o mesmo patamar, os controles se fazem mais presentes. No último há um bloqueio na potência e apenas 75 cv são liberados.

Esteticamente, o principal destaque está na porção frontal da Hypermotard, com nariz redesenhado e novo grupo ótico. As luzes diurnas de led, que circundam o conjunto, lembram o estilo usado pela Audi, que adquiriu a Ducati no ano passado. De série, a moto conta com o pacote de segurança, formado pelo DCT – sigla para Controle de Tração Ducati – e o sistema ABS produzido pela Bosch. Na Europa, a Hypermotard parte de 11.490 euros, o equivalente a R$ 29.500. No Brasil, caso venha realmente a ser importada, deve custar o dobro disso.



Impressões ao pilotar

Animal dócil
Ronda/Espanha – Nas versões anteriores, as principais reclamações em relação à Hypermotard eram pela posição de pilotagem, que forçava o motociclista a ficar muito perto do tanque e do guidão. E esta é a primeira diferença que se nota ao montar na nova moto. O corpo agora fica mais longe, o que dá muito mais conforto para as pernas. Além disso, reforça a intenção principal da Ducati, que é deixar a motocicleta mais sob o controle de quem a conduz. E nesse ponto a marca acertou.

Na estrada, sobre a versão convencional e a caminho do Circuito de Ascari, perto de Ronda, na Espanha, outra percepção clara é com relação à estabilidade. As manobras são simples e a moto é muito ágil. O motor ficou mais dócil que o antecessor e, aliado à agradável posição de pilotagem, permite que uma volta na pista deixe de ser complexa até mesmo para quem não é familiarizado com o estilo motard. Além disso, o ABS e o sistema de controle de tração abafam o receio e garantem a diversão do piloto.

Na hora de experimentar a Hypermotard SP, quase nenhuma diferença. Apenas nas frenagens mais extremas é que as motos se destacam uma da outra. A atuação do ABS é modulável e a moto para praticamente sem qualquer vibração. No fim das contas, a nova geração da Hypermotard representa grande evolução diante da antecessora. A sensação de segurança sobre a moto é o ponto mais notável. Tanto para quem vai usá-la como dublê em filmes de ação quanto para os que vão enfrentar as ruas da cidade.



Ficha técnica

Ducati Hypermotard

Motor: Gasolina, 821 cm³, dois cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, com refrigeração a água e injeção eletrônica.
Câmbio: Manual de seis marchas.
Potência máxima: 110 cv a 9.250 rpm.
Torque máximo: 9,1 kgfm a 7.750 rpm
Diâmetro e curso: 88,0 mm X 67,5 mm.
Taxa de compressão: 12,8:1
Suspensão: Dianteira invertida com garfo telescópico de 43 mm com 170 mm de curso. Traseira com monoamortecedor progressivo ajustável com 175 mm de curso.
Pneus: 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás.
Freios: Dois discos semiflutuantes de 320 mm, pinças Brembo com quatro pistões na frente e disco simples de 245 mm e pinça com pistão duplo na traseira.
Dimensões: 2,10 metros de comprimento total, 0,86 m de largura, 1,15 m de altura, 1,50 m de distância entre-eixos e 0,87 m de altura do assento.
Peso: 175 kg.
Tanque do combustível: 16 litros.
Produção: Borgo Panigale, Itália
Lançamento mundial: 2012.
Preço: 11.490 euros, o equivalente a R$ 29.500.
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FONTE:  Michael Figueredo/Auto Press/ Carlo Valente/InfoMotori-Itália

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