sexta-feira, 8 de março de 2013

Teste: Renault Master - Losango ao cubo.

Teste: Renault Master - Losango ao cuboNovo Renault Master muda plataforma, motor e design para se manter líder entre os furgões. No setor automotivo, um líder de mercado raramente muda muito. As alterações normalmente são pontuais, até pelo medo que muitos fabricantes têm de que o consumidor perca a identidade com o produto e a tão cobiçada liderança possa ser ameaçada. Mas a Renault resolveu ir na contramão dessa tendência com o lançamento da nova geração do Master. (VEJA FOTOS)
Depois de assumir, há seis meses, o posto de furgão mais vendido do país – superou o Fiat Ducato –, o modelo lançado em 2002 acaba de passar por uma reformulação radical. A nova plataforma é maior, o motor sofreu um “downsizing” – é menor e mais potente – e o design também evoluiu bastante. Dentro das limitações estilísticas inerentes aos furgões, onde robustez e aproveitamento de espaço são as funções mandatórias, o novo Master nem parece o mesmo veículo.
   
Mais nova “cria” da recém-ampliada fábrica de São José dos Pinhais, na periferia da capital paranaense, a nova geração do Master já é um sucesso na Europa e recebeu lá diversos prêmios de melhor furgão com até 3.500 quilos de peso bruto total. A marca francesa lidera esse nicho do mercado europeu há 15 anos. No Brasil, a aposta no novo produto é grande. “O segmento de veículos comerciais está ganhando importância cada vez maior na estratégia de crescimento da Renault no país”, explica Olivier Murguet, presidente da Renault no Brasil.



A nova plataforma tem como principal objetivo aumentar a versatilidade de utilização, que é uma característica forte do segmento. A nova linha Master oferece quatro opções de carroceria – Minibus, Furgão, Chassi-cabine e Vitré –, que combinadas em diferentes configurações de comprimento e altura do teto se transformam em mais de 70 variações de modelos. Isso sem contar com as infinitas possibilidade geradas pelas parcerias com implementadores dentro da chamada produção “tailor made”, onde cada veículo é entregue nas concessionárias com as especificações de formatos, equipamentos, cores e até logomarcas de cada comprador.


Por fora, as mudanças são mais que evidentes. Segundo a Renault, o estilo do novo Master é inspirado em um gorila. Embora as similaridades com um grande primata não sejam tão perceptíveis, o certo é que muitos dos elementos estéticos do novo modelo evocam robustez. E a nova grade frontal é a novidade mais impactante. Com aspecto moderno, é composta por três filetes largos e cromados. É ladeada pelos faróis alongados, que incorporam as luzes indicativas de direção. Os espelhos externos agora incorporam as luzes de seta e, na traseira, as lanternas mantém a configuração vertical da versão anterior, mas com uma disposição das luzes diferente.




Em termos de motorização, a opção da Renault foi por um “downsizing” clássico. Ou seja, o motor está menor e mais leve, mas oferece mais força. Em todas as versões, o antigo propulsor 2.5 deu lugar ao novo 2,3 litros Common Rail Turbodiesel Intercooler com quatro cilindros e 16 válvulas, com seus 130 cv de potência e 31,7 kgfm de torque. O propulsor atua conjugado a um câmbio mecânico de seis velocidades à frente mais marcha a ré.


Para tornar o Master mais resistente, a correia de transmissão foi substituída por uma corrente. E os intervalos entre as revisões foram ampliados de 15 mil km para 20 mil km. Além disso, foi incorporado ao modelo o dispositivo GSI  – Gear Shift Indicator – , que indica através de setas luminosas no painel do veículo quando o condutor deve reduzir ou aumentar a marcha para auxiliar na economia de combustível. Segundo a Renault, o dispositivo proporciona uma redução de até 5% no consumo, além de proteger o desgaste prematuro do motor. Tudo para melhorar o custo/benefício, um atrativo ao qual o consumidor de furgões é particularmente sensível.




Além das alterações mecânicas e de design, a nova linha Master marca também a estreia do Renault Pro+, um novo sistema de antendimento facilitado dirigido a frotistas e profissionais que utilizam os furgões como instrumento de trabalho. Destinado a empresas de todos os portas, o sistema busca dar mais agilidade aos setores de pós-vendas e incluiu treinamentos especiais a todos que se relacionam com os clientes, da recepcionista ao mecânico. A ideia é minimizar ao máximo o tempo que o veículo fica indisponível em caso de reparos ou revisões.


Primeiras impressões


Um gigante cordial


Curitiba/PR - Dirigir um veículo como o novo Master Extra Furgão L3H2 – que, com seus 6,20 metros de comprimento e mais de duas toneladas, é o maior modelo da linha – é bem mais simples do que se possa imaginar. Inicialmente, o tamanho de alguns componentes assusta. Mas, com o uso, tudo se mostra plenamente dimensionado. Os retrovisores externos, por exemplo, são enormes e parecem os que equipam os caminhões. Mas oferecem uma retrovisão tão boa que faz o furgão parecer até fácil de estacionar. A altura é bem mais elevada que nos carros comuns – é necessário usar os degraus para chegar ao assento –, mas oferece uma visão bastante privilegiada no trânsito. Algo bem-vindo quando se conduz um veículo dessa dimensão.




Apesar das formas hipertrofiadas, a ergonomia é bem pensada e os comandos estão onde deveriam estar: bem ao alcance das mãos e dos olhos do motorista. O volante, que tem ajuste de altura, é mais verticalizado que o normal nos furgões e pouco se diferencia dos automóveis de passeio. São três lugares frontais – o motorista e dois passageiros – com bancos individuais. O modelo recebeu diversos porta-copos e porta-objetos de variadas dimensões. O painel passou também a contar com duas tomadas 12V. Uma delas fica posicionada acima do tablier, junto ao vidro – o que permite abastecer um GPS sem a necessidade de ter fios pendurados atravessando o painel. O câmbio de seis marchas é corretamente posicionado – ao sair do volante, a mão direita do motorista cai naturalmente sobre ele. Além disso, oferece engates bastante suaves e precisos. Embreagem e freios também tem funcionamento fácil e pouco se diferenciam de um hatch compacto qualquer. ABS e freios a disco nas quatro rodas são de série em todas as versões, assim como os airbags frontais.


Depois que se tem a chance de rodar algum tempo com o Master, a impressão é que o nível de ruído é mais baixo que a versão anterior. E o nível de trepidação também é menor. A versão avaliada no entorno no Parque Barigui, em Curitiba, era o Extra Furgão L3H2 e seus vastos 13 m3 de capacidade de carga estavam desocupados. Mas os 130 cv de potência atingida em 3.500 rpm e os 31,7 kgfm de torque disponíveis já aos 1.500 giros parecem que dão e sobram para levar o modelo aonde for preciso ir. O Master retoma velocidade de forma consistente e dinamicamente equilibrada, sem “preguiça” ou vacilações. E, o que é mais importante, com segurança e sem estressar o motorista.


Veja mais: Renault cresce 38% no mercado nacional




FONTE: MOTORDREAM/Luiz Humberto Monteiro Pereira/Auto Press

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