domingo, 9 de junho de 2013

'GRID 2' traz gráficos ótimos e jogabilidade acessível.

Grid 2 não economiza em belos visuais e ótimos efeitos de luz (Foto: Cauê Fabiano/G1)Título da Codemasters se destaca pela criatividade das provas. Game pende ao arcade e pode desapontar entusiastas de simuladores. Após uma boa recepção em sua estreia em 2008, os fãs de "Race Driver Grid", como era chamado à época, tiveram finalmente o desejo atendido com a chegada de "GRID 2", com versões para PC, PS3 e Xbox 360.(VEJA FOTOS E +)

Desenvolvido e produzido pela Codemasters, o game de corrida traz um visual caprichado com a nova geração do motor gráfico EGO 3.0, uma variedade aceitável de carros e partidas com modos de jogo variados e bem amarrados. E por mais que agrade os fãs que gostam de um pouquinho de ficção científica - por conta do recurso "flashback", que volta alguns instantes da corrida no tempo -, os entusiastas do gênero de corrida podem acabar decepcionados se estiverem procurando um simulador.
O jogador conta durante todo o game com a ajuda do investidor Patrick Callahan, que tem o objetivo de financiar suas corridas e reunir os melhores competidores do mundo para disputarem um torneio particular chamado World Series Racing. Para isso, enquanto o piloto vai vencendo as provas, Callahan vai conseguindo convites para outras corridas em diversas regiões do mundo.
Ao contrário do enredo simplista da maioria dos títulos do gênero, nos quais a meta é, claro, chegar em primeiro, em "GRID 2" você precisa conquistar um lugar no pódio e ainda ficar famoso. Isso é apresentado por um sistema de "fãs" similar à mecânica de inscritos de um canal no YouTube: quanto melhor for o desempenho do corredor, mais fãs ele ganha ao final de cada prova, dependendo da colocação. O jogador também ganha notoriedade ao completar objetivos de patrocinadores, que mostram publicidade nos veículos. Há desde missões como manter uma velocidade por certo tempo, derrapar determinada distância até vencer um oponente em especial.
Nem complicado, nem fácil
Disponível em versão dublada e com menus totalmente em português, um dos pontos mais fortes do game é a maneira como ele é acessível, sem deixar de desafiar o jogador. Os controles na versão para PC, por exemplo, seguem o conhecido padrão WASD, para aceleração, esquerda, freio e direita respectivamente, além do freio de mão na barra de espaço. E se o gamer cometer um erro e sair da pista durante a curva ou se envolver em uma batida feia, há como voltar no tempo instantaneamente ao pressionar backspace e ativar o "flashback", recurso apresentado na estreia da série, dando um toque a mais de fantasia ao título.
Com controles simples e com boa, fazer derrapagens e outras manobras é muito simples (Foto: Cauê Fabiano/G1)Com controles simples e com boa resposta, fazer
derrapagens e outras manobras é muito simples
(Foto: Cauê Fabiano/G1)
Em cinco temporadas diferentes, o jogador corre em diversas cidades ao redor do mundo como Miami, Dubai, Chicago, Paris, entre outras, e alternando entre perigosas encostas revestidas de árvores até o famoso circuito de Indianápolis, sempre disponível para um test drive. Com um ótimo visual, os cenários são um deleite à parte durante as corridas (e os replays), com boas sombras e luzes muito bem refletidas nos vidros e na lataria dos carros, enquanto que as figuras que representam o público poderiam estar mais caprichadas.
Os modos de jogo são variados e oferecem desafios rápidos com graus de dificuldade diferentes. Há as tradicionais corridas dos clubes, com pistas em cenários urbanos, desafios de veículos ao estilo “time attack” (no qual o objetivo é fazer o percurso no menor tempo para levar o carro para casa), o "Face off", em que o jogador precisa cruzar a linha de chegada em uma competição com melhor de três e o "Endurance", percursos longos que podem durar de 5 até 40 minutos.
Porém, o método mais criativo é o chamado "Xtreme Overtake", no qual o corredor se depara com uma pista cheia de picapes, que mantém uma velocidade média. O objetivo é ultrapassar a maior quantidade de carros e manter um período curto entre as ultrapassagens. Caso o gamer se envolva em uma colisão, o combo - como são chamadas as sequências nos games - é interrompido, e a pontuação volta ao valor inicial. A prova é feita contra um oponente mas, no entanto, a categoria de partida foge um pouco do estilo dos outros modos de jogo e exige mais perícia e cuidado do que propriamente velocidade.
'GRID 2' traz carros detalhados (Foto: Divulgação/Codemasters)'GRID 2' traz carros detalhados (Foto: Divulgação
/Codemasters)
Danos e desafiantes
Mesmo bebendo de fontes como "Need for Speed" e "Burnout", este segundo em menor escala, um dos pontos interessantes de "GRID 2" é como as ações do jogador influenciam na resposta e no comportamento do carro durante a corrida. Arranhões, lanternas e janelas quebradas são comuns, e não se assuste se perceber que está correndo com uma ou duas portas a menos. Os danos são visíveis e, dependendo da magnitude, podem piorar muito o controle do carro, ou até fazer com que a corrida acabe ali mesmo.
Após algumas pancadas, Patrick Callahan vai avisando o jogador sobre os estragos, como vazamentos no radiador, perda de potência do motor e rodas desalinhadas. Em algumas situações, o eixo da roda chega a entornar, fazendo com que o carro se mova sozinho para a direita ou esquerda, e contribuindo para a falta de estabilidade do veículo nas curvas e derrapagens. Essa característica é bem decisiva em provas de "Endurance", por exemplo, nas quais os danos vão se acumulando, e se o usuário já gastou os cinco "flashbacks" disponíveis no início de cada prova.
Após algumas colisões, os danos acumulados influenciam no desempenho e na estética do veículo (Foto: Cauê Fabiano/G1)Após algumas colisões, os danos acumulados influenciam no desempenho e na estética do veículo (Foto: Cauê Fabiano/G1)
Todavia, algumas dessas regras não são bem aplicadas aos oponentes. Mesmo que a inteligência artificial de "GRID 2" seja desafiadora (mas nem tão agressiva, ao ponto que os corredores rivais muitas vezes preferirem uma direção prudente e defensiva para evitar o choque com o jogador), ela não é tão justa. Enquanto que colisões, mesmo que acidentais, podem fazer o jogador sair voando, tentar tirar os adversários da pista é um verdadeiro martírio. Mesmo com grandes choques, que provocam danos aos rivais, a estabilidade não parece ser um problema para os oponentes.
Game apresenta diversos circuitos em muitos países (Foto: Divulgação/Codemasters)Game apresenta diversos circuitos em muitos
países (Foto: Divulgação/Codemasters)
A variedade de veículos é um tanto quanto restrita (cerca de 50), mas inclui as principais montadoras como Mercedes, BMW, Ford, Chevrolet, Volkswagen e Alfa Romeo, e mesmo com opções de personalização de cor, arte, número e as rodas dos carros, alguns jogadores podem ficar desapontados com a falta de upgrades nos carros no modo para um jogador. O principal ponto negativo que deixou muitos dos entusiastas de velocidade decepcionados é que a visão do cockpit (do interior do carro) foi totalmente removida, e há apenas as câmeras externas traseiras e duas frontais, com e sem o capô.
Para todos, menos os 'gearheads'
"GRID 2" conta com gráficos ótimos, criatividade nos tipos de provas disponíveis e é um título extremamente acessível, fácil de jogar e muito divertido. Porém, é um game que pende muito mais para o arcade do que para um simulador, a escolha natural para os entusiastas do gênero (conhecidos como “geardheads”), acostumados com a fidelidade de "Gran Turismo" ou "Forza".
Se seus planos são apenas passar pelo Arco do Triunfo ou pelas luzes de Hong Kong em busca do primeiro lugar e abre mão da visão do piloto em troca de bons desafios e diversão acessível, "GRID 2" é a pedida certa.
Capa do GRID 2 para PC (Foto: Divulgação)Capa do GRID 2 para PC (Foto: Divulgação)
'GRID 2'
Plataforma: PC (versão), PS3 e Xbox 360
Produção: Codemasters
Desenvolvimento: Codemasters
Jogadores: 1 ou mais jogadores
Gênero: Corrida
Preço sugerido: R$ 99 para PC e a partir de R$ 179 para PS3 e Xbox 360
Classificação indicativa: Livre
Prós: ótimos gráficos, variedade de provas, fácil de jogar, danos no carro influenciam na performance, dublagem.

Contras: sem visão do cockpit, não há possibilidade de fazer upgrades no modo para um jogador, seleção de veículos é limitada.
FONTE: Cauê Fabiano/G1SP

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